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Revelações do The Intercept: vem mais chumbo grosso por aí

Editores do site afirmam que não olharam nem 1% do material que recebeu da fonte

Albízzia Lebbeck, para o Muvuca Popular
De Brasília (Agência RBC News)

 

Os editores do site The Intercept Brasil disseram hoje em entrevistas que estão apenas começando com a divulgação das informações que revelam crimes e irregularidades cometidas pelo ex-juiz Sérgio Moro, pelo procurador-chefe da Operação Lava Jato e outros personagens da força tarefa de Curitiba, entre os quais mais procuradores, juízes e policiais federais.  

Leandro Demori, editor-executivo, e um de seus fundadores, Glenn Greenwald, falando à Rádio Gaúcha e ao portal UOL, respectivamente, reforçaram que os documentos recebidos contém conversas, vídeos, áudios, arquivos, documentos, fotos, prints e tudo que se afaz num aplicativo de mensagens.  

“Eu diria que a gente olhou 1% do material. Não tem como quantificar, é muita coisa mesmo”, disse Demori. “É um material avassalador, muito vasto. A gente não está divulgando o tamanho do arquivo, mas em extensão é maior do que o arquivo Snowden", disse se referindo ao ex-agente da CIA (Central de Inteligência dos Estados Unidos), Eduard Snowden, que vazou para Greenwald documentos revelando o esquema de espionagem da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).  

O jornalista exemplificou o tamanho do material em poder do The Intercept: em apenas um dos grupos de procuradores no Telegram, chamado de “Incendiários”, foram resgatadas nada menos que 1,7 mil páginas de conversas. Demori revelou que além do chat privado entre Moro e Dallagnol, há vários grupos formados apenas por procuradores de Curitiba, e outros incluem também “procuradores de todo o Brasil”.  

Alguns grupos foram batizados com piadas internas ou referências à cultura pop – um deles, por exemplo, se chama” The winter is coming”, em alusão à série da HBO, Game of Thrones. Ao todo são cerca de 3 anos de conversas no Telegram a partir de uma fonte mantida em anonimato. O acesso ao material se deu semanas antes de Moro e Dallagnol terem o celular invadido, segundo divulgaram na semana passada.  

Ao falar com o portal UOL, o jornalista Glenn Greenwald, asseverou que "Moro era um chefe da força-tarefa, que criou estratégias para botar Lula e outras pessoas na prisão, se comportando quase como um procurador, não como juiz". E confirmou que o volume de material obtido por ele neste caso supera o da principal reportagem de sua carreira, o caso de Snowden.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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