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Assessora de deputado é acusada de agredir mãe de santo

Mãe de santo afirmou ter sido agredida e jogada ao chão durante desentendimento

Redação Muvuca Popular
Redação

 

A assessora parlamentar do deputado estadual João Batista (PROS), Onirce Santana de Arruda, é acusada de agredir a sacerdotisa de Umbanda Walneth Moraes na última sexta-feira (7).

A sacerdotisa afirma ter sofrido lesão corporal, injúria e ameaça durante um ensaio para terceira edição da Lavagem das Escadarias de São Benedito, em Cuiabá. Conforme relato da vítima, ela chegou a ser jogada no chão, recebeu chutes e ainda uma pancada na cabeça. Quatro pessoas teriam participado do ato, entre elas, a assessora do deputado.  

A confusão teria começado quando a filha de Onirce, Sônia Aparecida não quis que Walneth, que era responsável pela chamada, escrevesse o seu nome na lista, e após dizer que essa era a sua função começou uma discussão. 

Elas foram acusadas de tumultuarem o local e puxarem o papel da mão de Walneth, de forma agressiva. “E começou a agredi-la verbalmente, chamando-lhe de lixo, de sem educação, em alto e bom som”, relatou no Boletim de Ocorrência (BO).

Além da assessora parlamentar e sua filha, Walneth também denunciou que foi agredida por Greice Karolina Santana de Assunção e Gracy Nogueira, que a agrediram verbalmente e fisicamente. Elas teriam puxado o seu cabelo e a jogado ao chão, dando socos, chutes e também rasgaram a roupa de Walneth.

Além disso, Gracy também teria pegado um pilão que estava próximo, com a intenção de desferir golpes contra Walneth, mas o segurança da Casa Cuiabana, onde estava sendo realizado o ensaio, teria impedido o ato. A agressão cessou quando os demais participantes que estavam no local ouviram os gritos e interviram.  

Walneth foi levada à UPA do Coxipó, onde recebeu atendimento médico. Além das escoriações também ficou com a pressão arterial alterada. O BO foi registrado na madrugada de sábado (8).

Em nota, o Fórum Intra-Religioso de Umbanda, Candomblé e Culto de Orunmilá-Ifá do Estado de Mato Grosso, também repudiou a agressão contra a sacerdotisa, alegando que ela foi “dura, covardemente e criminosamente agredida”.

“A FIRUCIMT não coadunará com quaisquer espécies de agressões, seja de irmão para irmão, de sacerdote para sacerdote, uma que a cultura da paz tem que ser sempre cultivada no seio de nossas religiões”, pontuou o Fórum.

As suspeitas além de poderem ser indiciadas por lesão corporal, injúria e ameaça, ainda poderão responder por cyberbullyng e apologia ao crime, já que estariam espalhando pelas redes sociais e grupos de Whatsapp o fato, “caçoando” de Walneth.

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Fonte: MUVUCA POPULAR

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