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Cuba não faz nenhuma restrição à recontratação de cubanos para o Mais Médicos

Embaixada informa que seus cidadãos que ficaram no Brasil não são dissidentes e têm todo o direito de permanecerem e trabalhar no país

João Negrão, para o Muvuca Popular
De Brasília (Agência RBC News)

 

As autoridades diplomáticas de Cuba no Brasil acompanha com interesse o anúncio que o presidente Jair Bolsonaro fez de que recontratará para o programa Mais Médicos os profissionais cubanos, mas considera que este é um problema entre o atual governo e os concidadãos que preferiram, por uma razão e outra, ficar no país. O anúncio de recontratação dos médicos cubanos remanescentes foi feito ontem pelo governo brasileiro depois do quase completo desinteresse dos profissionais brasileiros em participar do programa.

Mais de 8,5 mil dos poucos mais de 11.400 médicos cubanos que vieram para o Brasil participar do programa Mais Médicos foram retirados do país pelo governo de Cuba em novembro do ano passado depois que o recém-eleito presidente Jair Bolsonaro destratou os profissionais, chamado-os de espiões e fomentando o ódio contra eles. Logo que Bolsonaro assumiu, o governo cubano rompeu relações com o governo brasileiro, mantendo a embaixada somente como escritório de interesses.

O emanuelzinho conversou com o diplomata Juan Poço Alvarez, primeiro-secretário da Embaixada de Cuba, sobre o novo interesse do governo Bolsonaro. Ele lembrou que o presidente, motivado por seu ódio ideológico a Cuba e por iniciativas do governo da petista Dilma Rousseff, resolveu mirar contra a presença dos cubanos num dos principais programas sociais do governo brasileiro. “Os ataques do presidente aos nossos médicos e ao nosso país nos obrigaram a deixar o programa”, lembrou Poço Alvarez.

O diplomata recorda ainda que dos mais de dois médicos e médicas que resolveram ficar no Brasil cerca da metade o fez porque se casou com brasileiras ou brasileiros. “Esses e a outra parte ficaram aguardando a promessa do governo de que seriam aproveitados, mas isto não ocorreu. Agora o governo brasileiro volta atrás e chama de volta esses profissionais. Cuba não coloca restrição nenhuma quanto a isto. Esses cidadãos cubanos têm todo o direito de permanecer no Brasil”, afirmou.

Poço Alvarez informou ainda que o governo de Cuba mantém médicos e outros profissionais de saúde em 64 países e que só no Brasil, com Bolsonaro, que se viu obrigado a romper contrato diante das ameaças recebidas; “Bolsonaro não respeitou o acordo que firmamos com o governo brasileiro por intermédio da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS). Em lugar do mundo isto tinha acontecido antes”, afirmou.

Ao contrário do vinha alimentando, o governo Bolsonaro não conseguiu preencher as vagas do Mais Médicos e está sendo cobrado por prefeitos de todos o Brasil. Por esta razão ele teve que recuar e agora pretende reincorporar os profissionais cubanos a partir de agosto. Para tanto, terá que publicar uma medida provisória, fazendo alterações no programa.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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