Igreja Batista Getsemâni

Jovem que teve orelha cortada por policiais é internado no Pronto Socorro

Além da orelha cortada jovem fraturou o maxilar e a costela

Helena Corezomaé
redacaomuvuca@gmail.com

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O jovem Luiz Fernando da Silva, que teve a orelha parcialmente arrancada por policiais, que foram até o residencial Jonas Pinheiro 3 entregar ordem de despejo aos moradores, foi internado no Pronto Socorro.

Conforme os amigos de Luiz, além da orelha cortada ele também fraturou o maxilar e a costela, por isso precisou ser internado.

“Os policiais pegaram o Rafael aqui dentro da minha casa. Bateram só na orelha dele, sem a gente ter feito nada, nem sequer estávamos olhando para eles. Chegou machucando o cara, eu peço que vocês façam alguma coisa para ajudar a gente”, declarou um morador em vídeo enviado ao Muvuca Popular.

Segundo os moradores, nesta sexta-feira (12) policiais da Força Tática e do Batalhão de Ronda Ostensiva Tática Móvel (Rotam) passaram nas casas para entregar o comunicado de despejo aos residentes. Foi nesse momento, que os policiais retiraram o jovem da sua casa e o agrediram.  

No documento, entregue pelos policiais, as 450 famílias serão despejadas a partir das 6h, de terça-feira (16). O aviso teria sido “antecipado” para que todos os moradores providenciem maneiras de remoção dos móveis e deixem o local.

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Entretanto, as famílias afirmam que não tem para onde ir. Nesse sentido, pedem para que as casas sejam entregues a eles oficialmente.

A ordem de despejo é assinada pelo juiz Carlos Roberto Barros de Campo, da 2° Vara Especializada de Direito Agrário de Cuiabá. A ação de reintegração de posse é movida pela empresa Lumen Consultoria, Construções e Comercio Ltda, responsável pela obra.

Jonas Pinheiro 3

Obra da Prefeitura de Cuiabá, em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF), o residencial foi construído com recursos do programa Minha Casa Minha Vida e estava fechado há 6 anos, quando as famílias entraram e ocuparam os imóveis em 2018.

Na ocasião, as casas estavam prontas e tinham sido depredadas, tendo pias, janelas e vasos sanitários furtados, até que os ocupantes decidiram morar no local.

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Fonte: MUVUCA POPULAR

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