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Veja a versão do advogado preso no caso "Assim não, Excelência!"

Diego Pizzatto contou uma história diferente da magistrada

Redação
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Foto: Reprodução

O advogado Diego Pizzato, que afirma ter sido preso injustamente pela juíza Renata do Carmo Evaristo, da 9ª Vara Criminal de Cuiabá, declarou por meio uma nota como o caso realmente aconteceu, desmentindo a versão contada pela Associação Mato-Grossense de Magistrados (Amam), que defendeu a magistrada sob a justificativa de que toda a situação aconteceu de forma legal, como prevê a Constituição Federal.

Além disso, a Associação garantiu que a juíza não cometeu abuso de autoridade ao dar voz de prisão ao bacharel em Direito, por passar um telefone ao seu cliente reeducando.

No entanto, o advogado alega que a prisão foi totalmente injusta e desnecessária e, por isso, alguns colegas se manifestaram no Fórum de Cuiabá.

Confira na íntegra o depoimento concedido ao emanuelzinho por um representante de Diego:

"O advogado Dr. Diego, chegou 15 minutos mais cedo do horário inicial da audiência, e como de costume quis ver os autos do processo, antes da audiência iniciar. E para surpresa do advogado, quando entrou na sala de audiência, a audiência já tinha começado.
Educadamente, Dr. Diego perguntou para juíza o que estava acontecendo, o porquê da audiência ter começado mais cedo, em resposta a juíza disse que o cliente havia informado que o Diego não iria comparecer à audiência e que autorizou ser representado pela defensoria pública e por isso ela deu andamento na audiência.

O doutor Diego disse a juíza "Dra eu nunca falei isso para meu cliente, eu queria esclarecer está situação, para ele antes da audiência, e se ele aceitar que eu continue como advogado eu continuo".

O cliente disse que gostaria que o Dr. Diego continuasse representando ele como advogado. Com isto, o advogado Diego pediu a suspensão da audiência para poder conversar com seu cliente reservadamente.

A juíza autorizou, então o Diego foi conversar com seu cliente na sala de reconhecimento que é uma sala anexa à sala de audiência. Diego então explicou para o cliente que nunca disse para ninguém que não iria comparecer em sua audiência, e fez algumas ligações para deixar claro, até por que o vínculo de ligação entre advogado e cliente é confiança e quando abala isso fica difícil manter a relação contratual.

O cliente informou que quem tinha dito que ele não iria comparecer na audiência seria sua esposa, nisto o Diego pegou o telefone e ligou para esposa do cliente, e perguntou para ela se havia dito que não comparecia na audiência. Ela disse que nunca tinha falado com Dr. Diego e que nunca tinha dito isso E que ela não tinha mandado recado algum para ele.

Diego então pediu para que ela falasse novamente, para ele escutar, quando ela começou a falar ele esticou sua mão para que o celular desse acesso ao ouvido do cliente. Na hora que ele esticou a mão a juíza gritou, dizendo que ele não poderia fazer aquilo.

E chamou os policiais militares, e deu voz de prisão para o advogado, veio o superior do dia, pediu o telefone, e a juíza determinou a condução do advogado a central de flagrantes. Aprenderam os objetos pessoais do advogado.

Ao chegar na delegacia, os policiais militares e civis fizeram os procedimentos que entendiam cabíveis, e o conduziram tudo para o delegado. O delegado ao receber o procedimento, mandou soltar o Dr. Diego, com fundamento de que o fato é atípico.

Nesse momento, ele assinou o termo de liberação de conduzido e foi liberado. Somente nesse momento que conseguiu falar com representante da OAB. Ou seja ninguém do fórum comunicou a prisão do advogado."


Fonte: MUVUCA POPULAR

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