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Misael Galvão tem aval para mudar de partido

Presidente da Câmara pode deixar PSB sem perder o mandato

Redação com assessoria

 Misael Galvão | Foto: reprodução 

Arisco com a legislação eleitoral que diz que o mandato pertence ao partido e não ao eleito, políticos tem feito consultas sobre casos específicos, afim de se encaixar no momento político. Um desses casos é o presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Misael Galvão (PSB), que após consulta recebeu autorização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para trocar de legenda ainda este ano.

O parlamentar aguarda apenas a publicação do acórdão para oficializar a sua desfiliação do Partido Socialista Brasileiro (PSB). A tendência é que ele migre para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), onde deverá disputar a reeleição no pleito do próximo ano.

A decisão favorável a troca de partido de Misael deve beneficiar outros vereadores que também pretende mudar de legenda para disputar a reeleição no pleito do ano que vem em Cuiabá.

Os parlamentares estão analisando a “força” de cada legenda, tendo em vista que, a partir de 2020 passa a valer a nova regra eleitoral que proíbe a coligação na eleição proporcional.

A legenda que mais deve sair com prejuízo é o PSB. A sigla possui três vereadores no Parlamento Municipal. Além de Misael, também integram a bancada socialista os vereadores Marcelo Bussiki e Gilberto Figueiredo, que encontra-se no comando da Secretaria Estadual de Saúde.

Os três devem deixar o PSB. Enquanto o atual chefe do Legislativo Municipal deve migrar para o PTB do ex-prefeito Chico Galindo, os demais devem se filiar no Democratas (DEM), partido do governador Mauro Mendes.

Vale ressaltar que, destes, apenas Misael faz parte da base de sustentação do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Bussiki integra o bloco de oposição, e Gilberto encontra-se licenciado desde o começo do ano.

Outro vereador que também está em fase de negociação com o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) é Adevair Cabral, que atualmente está filiado no PSDB.

Além destes, o vereador Abílio Junior também analisa a possibilidade de deixar o PSC para se filiar no Democrata Cristão (DC).

Em contrapartida, outros três parlamentares já efetivaram a troca, antes mesmo de ser aberta a janela partidária por conta da cláusula de barreira. Trata-se dos vereadores Orivaldo da Farmácia, Lilo Pinheiro e Juca do Guaraná.

Nisso, o Partido Republicano Progressista (PRP) perdeu dois militantes. Lilo deixou a legenda para migrar para o PDT, e Orivaldo para o PP. Já Juca, trocou o PTdoB pelo Avante.

O fim das coligações na disputa proporcional também está preocupando os partidos políticos que, além de estar buscando reforçar os seus quadros para encarar a eleição para vereador, também estão se organizando para encabeçar a disputa majoritária para “atrair” votos.

O fim das coligações na eleição proporcional se deu por meio da aprovação de uma emenda constitucional por parte do Congresso Nacional em 2017. Pela nova regra, os partidos não poderão mais se coligar na disputa das vagas para deputados e vereadores.

A intenção é acabar com o chamado “efeito Tiririca”, pelo qual a votação expressiva de um candidato ajudar a eleger outros do grupo de partidos que se uniram.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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