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Bruno devia ser tratado com mais rigor e não como ídolo, diz deputada

Rosa Neide criticou contratação do goleiro pelo Operário

Rayane Alves
Muvuca Popular

Gazeta Desportiva

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goleiro bruno

 

A deputada federal professora Rosa Neide (PT), divulgou uma nota no fim da tarde desta terça-feira (21), para demonstrar o seu ato de repúdio contra a contratação do goleiro Bruno Fernandes pelo Clube Esportivo Operário Várzea-grandense (CEOV).

Na avaliação da parlamentar, o futebol tem uma função que ultrapassa a questão esportiva. Alcança as famílias e as crianças. “A ressocialização é importante, mas o esporte cria ídolos e as crianças aprendem valores com essa super exposição que o esporte proporciona. A gravidade dos crimes cometidos por Bruno impõe que ele seja tratado com mais rigor e não como se fosse um ídolo, que merece ser disputado por clubes de futebol”, afirmou.

Por fim, a deputada relembrou que Várzea Grande, especialmente, é um dos municípios com índices mais altos de mulheres que sofrem violência e morrem todos os dias. “Chega de violência contra a mulher! Mais Brunos, não”.

Polêmica

Mesmo diante da polêmica, o Operário de Várzea Grande já decidiu e contratou o goleiro Bruno Fernandes das Dores de Souza, condenado há mais de 20 anos de prisão por participação na morte da modelo Eliza Samudio, que era amante e mãe de um filho dele.

O jogador conseguiu liberação da Justiça de Minas Gerais para se mudar para Mato Grosso e trabalhar no clube que tem sede na região metropolitana.

Ao ser questionado pelo Muvuca Popular, o diretor do time, André Xela, informou que não vai se render aos apelos de grupo de mulheres que prometem realizar manifestações. Em sua opinião, todos têm direito a expressão, porém muitas são as pessoas que também apoiam a vinda do jogador, já que todos podem ter uma segunda chance na vida.

“O Bruno já é um atleta do Operário. Conseguimos essa conquista. Essas outras questões dele com o passado, a Justiça é quem determina. O fato é que ele está no regime semiaberto e precisa trabalhar. A única coisa que fizemos foi uma proposta de emprego para um atleta que já foi preso”, defendeu.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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