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Delegado Adilson, o novo Pedro Taques em Barra do Garças

Áudio gravado pelo Delegado, vaza nas redes sociais; Vereador Júlio Cesar coordena comitê do ódio contra adversários

Editoria
Muvuca Popular

Círculo de agentes políticos que podem ter sido grampeados por delegado

A exemplo do que aconteceu no governo do estado, em Mato Grosso, um esquema que ganhou repercussão em nível nacional, com suposta participação do ex- governador Pedro Taques, o caso das escutas ilegais, ao que tudo indica, também está sendo posto em prática na cidade de  Barra do Garças (516km de Cuiabá).

O crime pode estar acontecendo dentro de um grupo político, onde seus próprios membros estão sendo gravados, conforme expõe áudio obtido com exclusividade pelo (Ouça abaixo).

No referido áudio, aparece uma fala do vereador Júlio César dirigida aparentemente ao pré-candidato Dr. Adílson em que detalha como será o esquema conhecido como comitê da maldade.

"... E não é só ele, é ele o jornalista que vai ficar por conta do senhor a partir do mês que vem pra tirar foto... e vai ter mais duas pessoas pra ficar por conta dele, vai ter que comprar três celulares pra três técnicos com dois chips pra entrar nesses grupos..." diz Júlio César no áudio, postado pelo próprio Adílson e apagado por ele mesmo pouco tempo depois.

O fato causou estranheza, e comprovou a ardilosidade do Dr. Adílson. Porquê ele postaria o áudio? E depois, porquê apagou? Essas pessoas citadas por Júlio que estarão a disposição do pré-candidato a partir do próximo mês e os equipamentos que serão adquiridos serão com que recursos? Estarão na prestação de contas de campanha? Estaria Adílson queimando a largada com campanha extemporânea? Estariam praticando espionagem clandestina? São perguntas ainda sem respostas.

Vale lembrar que o vereador Júlio Cesar é um dos coordenadores políticos do pré-candidato a prefeito Delegado Adilson, este filiado ao PSD de figuras polêicas como Eduardo Moura e Badico Rezende, ambos enfrentam sérios problemas com justiça.

Badico, por exemplo, foi demitido do Ibama e já recebeu a visita da Policia Federal; Eduardo Moura, durante o mandato de Pedro Taques, quando esteve na AGER, chegou a ser conduzido pela DEFAZ para prestar esclarecimento e em São Paulo foi condenado por sonegação.

O áudio que contém 17 segundos, vazou em um grupo e acredite-se quiser, o telefone que gravou e foi responsável pelo vazamento é do próprio Adilson.

Especialistas, acreditam que o policial estariam utilizando o aparelho telefone para gravar a reunião e por um descuido, acabou vazando parte da conversa extra-oficial.
Em campanha

O delegado Adilson mantém uma agenda extensa de articulação política, e nos últimos dias intensificou participando de reuniões afim de montar seu grupo político.

Na condição de autoridade regional da polícia civil, ele conta com um verdadeiro aparato à sua disposição. Comenta-se, até, que ele já esteve reunido inúmeras vezes e conta com apoio do ex-prefeito Wanderley Farias, do ex-presidente da Câmara, Rodrigo Ragiotto, do Direitor da Sema, Moacir Couto, além dos vereadores Júlio César, Prof. Silvino, Cleber Fabiano, Zé Gota, empresários e outras lideranças locais

As pessoas aqui mencionadas, formam o seu núcleo duro de pré-campanha, capitaneada por Wanderley Farias. O delegado, até então considerado o novo na política, está perdendo este discurso, se aliou as velhas raposas, e não abre mão de supostas práticas não republicanas na busca do poder.

Agora como o fato veio à tona, pergunta-se quantas dessas reuniões não foram gravadas por ele, e até que ponto o que se disse lá copromete os membros do seu grupo que os deixam refém do mesmo, que pode usar os áudios da maneira que quiser.

Forçoso lembrar que pessoas de alta patente em Mato Grosso foram parar na cadeia ao abrir mão desse expediente, mas até lá, muitas pessoas podem ser prejudicadas com a prática nefasta e criminosa das gravações clandestinas.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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