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Sem UTI, pessoas morrem esperando atendimento para coronavírus

MT possui apenas 23 leitos disponíveis

Redação Muvuca Popular
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Falta de UTI acelera colapso na Saúde de Mato Grosso.

Com a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) em 90% e apenas 23 leitos disponíveis, o Sistema Único de Saúde (SUS) se aproxima de um colapso generalizado em Mato Grosso. Das 590 mortes, em decorrência do coronavírus (Covid-19), muitas dessas pessoas faleceram enquanto esperavam na fila por uma UTI.

Esse é o caso da dona Maria Sebastiana, de 69 anos, que morreu no dia 10 de junho. A idosa passou 3 dias à espera de um leito e morreu com suspeita de Covid. Ela deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande, na primeira semana de junho, e foi internada. Contudo, dona Maria estava à espera de uma UTI.

Em maio, Antônia Antunes, de 81 anos, foi a 11ª vítima da Covid em Várzea Grande. A idosa deu entrada em uma UPA apresentando os sintomas da doença e, mesmo com avaliação clínica e com solicitação para uma UTI, o pedido foi recusado pela Central de Regulação, por não ter o exame que confirmasse o vírus. O resultado do exame da dona Antônia saiu três dias após o óbito.

Na última quarta-feira (24), só em VG, eram mais de 30 pacientes em leitos de enfermaria, ou em tratamento domiciliar, aguardando uma transferência para uma UTI. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Gilberto Figueiredo, existe uma demanda além da capacidade do SUS.

Figueiredo alertou no começo do mês, no dia 9, que o estado havia chegado em um momento crítico, sem tratamento intensivo para todos os doentes. Na data, Mato Grosso possuía apenas 4.243 mil casos confirmados. Ontem (29), de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES), já são 15.328 mil mato-grossenses infectados.

O secretário afirmou ainda que unidades como a Santa Casa e o Hospital Metropolitano, responsáveis por grande parte do atendimento na região metropolitana, já estão em colapso. Cerca de 6 hospitais, ao total, em Cuiabá, VG, Sorriso, Sinop e Barra do Garças não tem mais UTI, o que acaba sobrecarregando o sistema de saúde da capital.

Na tentativa de reverter o colapso na saúde, a SES trabalha em parcerias com as prefeituras para instalar mais 100 novos leitos no menor tempo possível. O governo criou o Programa Emergencial para abertura e habilitação de novos leitos de UTIs, em parceria com as prefeituras municipais. No momento, as gestões trabalham em parceria para viabilizar as vagas o quanto antes.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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