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Empresas abrem vagas exclusivas para negros, mulheres e pessoas com deficiência

Redação

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Após o anúncio de que Magazine Luiza e Bayer decidiram abrir processos seletivos exclusivos para pessoas negras, o debate em torno da importância de ações afirmativas no meio corporativo veio à tona nas últimas semanas. No Linkedin, rede social voltada para negócios e mercado de trabalho, passou a circular nesta terça-feira (22) uma lista de empresas dos mais variados segmentos com vagas exclusivas para negros, mulheres e pessoas com deficiência.

A lista foi compartilhada por Renato Camargo, country manager na fintech RecargaPay. Em sua publicação, Renato ironizou quem critica ações afirmativas. “Se você não faz parte destes grupos, não se preocupe. Todos os demais processos seletivos estão disponíveis para você. Basta digitar ‘processo seletivo’ no Google, e centenas de oportunidades aparecerão”, escreveu.

As vagas compartilhadas correspondem a grandes empresas como Burger King, Accenture, Banco BV, entre outros. Parte delas é exclusiva para estagiários e trainees, assim como o processo que foi aberto pela Magalu e Bayer. A lista também engloba bancos de vagas para pessoas com mais de 50 anos, transexuais e pessoas com deficiência.

O trainee exclusivo para negros anunciado pelo Magazine Luiza foi alvo de ataques nas redes sociais, em especial por parte de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro.

No sábado (19), a juíza do Trabalho Ana Luiza Fischer Teixeira de Souza Mendonça afirmou nas redes que a proposta fere o artigo 5º da Constituição Federal. Para ela, o programa é uma forma de “discriminação” contra pessoas brancas. Os deputados federais bolsonaristas Carlos Jordy (PSL-SP), Daniel Silveira (PSL-RJ) e Hélio Lopes (Sem Partido-RJ), conhecido como Hélio Negão, também disseram que a iniciativa não teria respaldo legal.

A empresária Luiza Helena Trajano, presidente do conselho de administração da Magazine Luiza, no entanto, disse em entrevista à Folha de S.Paulo que já esperava ataques do tipo. Ela reforça, no entanto, que o programa tem respaldo legal. “Há anos temos vontade de recrutar mais trainees negros. O que a gente sente é que a sociedade custa a entender o que é o machismo estrutural e o racismo estrutural”, disse.


Fonte: MUVUCA POPULAR

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