Em delação, Palloci diz que PT recebeu R$ 270 milhões em propina | MUVUCA POPULAR

Domingo, 15 de Setembro de 2019

MATO GROSSO Quinta-feira, 15 de Agosto de 2019, 10h:04 | - A | + A




Em delação, Palloci diz que PT recebeu R$ 270 milhões em propina

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(foto: Sérgio Amaral/CB/D.A Press)

O ex-ministro Antônio Palocci afirmou que o PT recebeu R$ 270 milhões em propina entre 2002 e 2014. Durante depoimento em acordo de delação premiada, Palocci, que foi ministro-chefe da Casa Civil no governo da ex-presidente Dilma Rousseff, envolveu 12 políticos e 16 empresas em um suposto esquema de corrupção criado para financiar campanhas petistas. O acordo foi homologado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, e diversos trechos foram encaminhados para a Justiça federal de Brasília, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro.

Os repasses totais, de acordo com Palocci, chegam a R$ 330 milhões. As informações foram publicadas pela revista Veja. A propina teria sido repassada por empresários em busca de vantagens, em caso de vitória, nas eleições, de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Em troca, eles receberam linhas de crédito no Banco Nacional do Desenvolvimento Social (BNDES), abatimento de impostos e apoio da base governista no Congresso Nacional.

No depoimento, o ex-ministro cita grandes bancos, que teriam repassado R$ 50 milhões. Entre eles, Bradesco, Itaú Unibanco, BGT Pactual e Banco Safra. Ele não menciona os nomes das demais empresas. Entre as instituições jurídicas que teriam recebido recursos ilegais, está o Instituto Lula e a Touchdown, empresa de Luís Cláudio Lula da Silva, de 30 anos, filho caçula do ex-presidente.

Lula está preso em Curitiba, condenado a oito anos e 10 meses por recebimento de propina por meio de um apartamento triplex no Guarujá (SP). O PT rebateu as acusações. Em nota, o partido afirmou que “nada que Antonio Palocci diga sobre o PT e seus dirigentes têm qualquer resquício de credibilidade desde que ele negociou com a Polícia Federal, no âmbito da Lava-Jato, um pacote de mentiras para escapar da cadeia e usufruir de dezenas de milhões em valores que haviam sido bloqueados”. Continua depois da publicidade

Em nota, o Grupo Bradesco informou que suas empresas “realizaram doações eleitorais aos partidos, todas elas públicas e devidamente registradas, conforme consta no site do Tribunal Superior Eleitoral”. Também informou que repudia “quaisquer ilações descabidas formuladas em relação ao fato”. Também em nota, o BTG Pactual e o Itaú Unibanco negaram irregularidades. A reportagem não conseguiu contato com o Banco Safra.

Confira o posicionamento do Banco Itaú sobre o caso:

O Itaú Unibanco repudia veementemente qualquer tentativa de vincular doações eleitorais realizadas de forma lícita e transparente a condutas antiéticas para atender a eventuais interesses da organização. O banco não teve acesso à delação que embasa reportagem de O Globo, mas afirma, de forma enfática, que a declaração mencionada pelo jornal é mentirosa.

Quando a legislação permitia, o banco fazia doações eleitorais, sempre seguindo um posicionamento apartidário. Contava, para isso, com um comitê formado por integrantes independentes do Conselho de Administração. Esse comitê definia os valores que seriam doados, sempre inferiores à média de grupos empresariais de porte semelhante ao nosso. Nos pleitos de 2006, 2010 e 2014, por exemplo, os montantes doados aos candidatos que lideravam as pesquisas de opinião foram rigorosamente iguais, conforme se pode constatar nos registros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e na tabela que acompanha esta nota. Os números desmentem qualquer suposição de que o Itaú Unibanco tenha privilegiado esse ou aquele partido ou que tenha de qualquer forma feito doações eleitorais com o objetivo de obter benefício próprio.

Em relação especificamente à fusão entre Itaú e Unibanco, anunciada em novembro de 2008 e aprovada pelas autoridades reguladoras competentes no início de 2009, vale destacar que foi respaldada pelos mais respeitados juristas do País e especialistas em setor financeiro, dada a complementariedade dos dois bancos e a posição da instituição resultante da fusão no cenário bancário global. Importante ainda destacar que as autoridades impuseram uma série de condições para aprovar a operação, todas inteiramente atendidas pelo Itaú Unibanco.

O Itaú Unibanco lamenta que seu nome possa ter sido usado indevidamente para que um réu confesso tenha tentado obter vantagens em acordos com a Justiça. Como sempre, o banco está à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários.

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COMENTÁRIOS

(6) COMENTÁRIOS

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Carlos Nunes - 15-08-2019 16:17:02

ROBERTO CABRINI tem que entrevistar tio Palocci, pra ele contar com detalhes como passaram a mão na propina dos Fundos, dos Aviões, do Pre-Sal...aproveita e pede pra ele contar também sobre os R$ 270 MILHÕES DE REAIS. Tio Palocci deve ser um Arquivo vivo...esse sabe das estórias do arco da velha da Corrupção. Se o CABRINI, com sua experiência, souber fazer uma entrevista boa, vai tirar muitas informações inusitadas do tio Palocci. Se tio Palocci contar 50% de tudo que sabe, já tá bom...se contar 100% abala a República, pois o número de corruptos envolvidos é grande...alguns acima de qualquer suspeita...lobos em pele de cordeiro.

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olavo - 15-08-2019 15:34:40

DEMAGOGIA PETISTA E O DESEMPREGO O aumento de pessoas vivendo nas ruas das cidades brasileiras é uma amostra inquietante dos efeitos do desemprego no país. A miséria cresce a olhos vistos. Em apenas um ano o número de famílias que recebem benefícios sociais e que moram em vias públicas cresceu 35%, cerca de 20 mil a mais, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social. O desemprego atinge fortemente os trabalhadores mais pobres e sem qualificação, mas também assombra a classe média. Pessoas especializadas sofrem com a crise no mercado de trabalho. Tal quadro se agravou com a recessão que se acentuou em 2015 e 2016, período em que a economia encolheu 7,2%, o pior biênio desde 1948. O desemprego é a face mais perversa da recessão econômica e representa o maior drama na vida de uma família. Porém, tal situação tem sido fortemente explorada de modo oportunista por políticos de olho nas eleições do ano que vem. Eles apostam firmemente na tese do quanto pior melhor para obter dividendos no pleito de 2018. Líderes do PT têm se esforçado para jogar no colo do governo Temer a responsabilidade pelos 13,5 milhões de desempregados. Querem passar essa ideia para o público mirando a eleição presidencial. Apostam que assim podem recolocar o partido no poder. Independentemente do posicionamento do cidadão em relação ao atual governo é necessário que se faça justiça. A crise econômica atual foi gestada nos governos do PT por conta de omissões e de ações econômicas e administrativas desastrosas. O Brasil conviveu com um período de crescimento econômico expressivo entre os anos de 2004 e 2008, quando Lula era o presidente, e suas causas a bem da verdade foram em grande parte as políticas adotadas em anos anteriores associada ao “boom” da economia internacional e aos estímulos ao consumo doméstico. Medidas como a maior abertura econômica do Brasil ao exterior, as privatizações, o Plano Real, o sistema de metas de inflação, o câmbio flutuante, os superávits primários das contas públicas e a Lei de Responsabilidade Fiscal prepararam estruturalmente o terreno para o crescimento econômico de 2004 a 2008. Essas ações, ocorridas entre o início dos anos 90 até 2000, criaram uma base para o país crescer quando economias como a chinesa, por exemplo, alavancaram o PIB mundial. O governo Lula teve seus méritos nessa fase ao expandir programas sociais e o crédito ao consumidor, algo que a entrada maciça de moeda estrangeira no país facilitou. A demanda agregada foi afetada positivamente pela bonança externa e pelo consumo em alta. Ocorre que no período de prosperidade o PT se omitiu na hora de adotar uma nova rodada de mudanças estruturais e depois que veio a crise mundial em 2008 o partido passou a destruir as bases da política econômica conquistadas a duras penas, como os sistemas de metas de inflação e de superávit primário, ao optar por um governo populista e irresponsável. A título de exemplo há as insanas políticas intervencionistas, as famosas “contabilidades criativas” e as desonerações tributárias que enfraqueceram o orçamento. Os milhões de desempregados não brotaram do nada. Resultaram de medidas demagógicas em prol de interesses políticos do PT. A economia foi destruída e o lado cruel disso é o desemprego. Ao governo atual sobrou a tarefa de colocar a casa em ordem através de ações duras e impopulares, mas necessárias para o país voltar a crescer.

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Olavo - 15-08-2019 13:25:31

Os petistas/esquerdistas piram, agora vão dizer que é mentira que Palocci não fala a verdade, vão inventar um monte de narrativas pra encobrir o óbvio! ROUBARAM METERAM A MÃO SEM DÓ NO BOLSO DOS BRASILEIROS... mas os papagaios e os ignorantes como sempre preferem acreditar nas mentiras que a Esquerda inventa... FORA COMUNISMO TRAVESTIDO DE SOCIALISMO....

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José Simeão - 15-08-2019 15:55:16

Ele apresentou a prova??? Uma conta na Suíça em nome que contenha o nome do Lula, até mesmo conversas por aplicativo de mensagens, tipo Instagram. O Palocci apresentou as provas ??? KD ??? Pelo menos uma mensagem já serviria. Vc que está aí berrando que roubaram blá blá blá. Mostre pra nós uma aí.

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Olavo - 15-08-2019 20:34:35

Kkkk começou a bostejar a esquerdinha, o me fala aí se alguém assina cheque ou recibo de propina? Não né Lula usou o Palocci de laranja, LARANJA DO LULADRÃO!

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José Simeão - 16-08-2019 08:40:43

Vc gosta de imitar seu seu mito né, vive com bosta na boca. Pensa bem. Palocci foi ministro dos governos do PT, então, ele era para estar com um caminhão de PROVAS. Estamos na era da tecnologia da informação... um e-mail, uma mensagem de aplicativo, até mesmo um bilhetinho que contenha menuscritos de Lula ou Dilma. Nada! e olha que já tem um tempo que o Palocci está preso. Outra coisa, do jeito que o DD e o fujiMoro estavam com sede de provar alguma coisa contra Lula, vcs acham que se tivessem, eles não teriam espalhado na imprensa??

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