Madrasta que matou menina de 11 anos também teria assassinado o sogro | MUVUCA POPULAR

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POLÍCIA Sexta-feira, 08 de Novembro de 2019, 09h:00 | - A | + A




Fria e calculista

Madrasta que matou menina de 11 anos também teria assassinado o sogro

Polícia aponta que a madrasta teria envenenado o avô paterno da vítima, Edson Emanoel.

Reprodução Montagem

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A Polícia Judiciária Civil, por meio da Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) de Cuiabá, anunciou na quinta-feira (07) que concluiu o inquérito da morte da menina Mirella Poliane Chue de Oliveira, 11 anos, e indiciou a madrasta da criança, Jaira Gonçalves de Arruda, 42 anos, por homicídio duplamente qualificado, praticado por envenenamento e motivo torpe.

No entanto, trabalho investigativo, segundo a polícia, apontou ainda que a madrasta teria envenenado o avô paterno da vítima, Edson Emanoel.

No curso das diligências, a Deddica solicitou exames que constataram a possibilidade da morte do homem ter sido causada por envenenamento – ocorrida em março de 2018. A vítima morava com o avô e, com a morte dele, a menina passou a ficar com a indiciada.

Para confirmar essa suspeita, será necessária a exumação do corpo do avô para coleta de material e exames, que possam apontar vestígios de veneno o que, devido ao tempo, pode não ser possível. A Deddica solicitou à Justiça autorização para que uma cópia do inquérito seja encaminhada à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, para investigar a suspeita de envenenamento do avô de Mirella.

A indiciada teve a prisão temporária convertida em prisão preventiva pela Justiça e permanece em uma unidade penitenciária feminina. O inquérito será remetido ao Ministério Público Estadual.

Agiu sozinha

As investigações da Deddica concluíram que a indiciada teria cometido o crime sozinha, sem auxílio de outra pessoa, ou seja, o pai da vítima não teve envolvimento direto e que ele teria sido induzido a erro pela mulher.

A madrasta conduzia e tinha controle de todas as situações na família – financeira, educação, saúde e demais cuidados com a criança.

Crime

Mirella Poliane morreu em junho deste ano, de causa inicialmente indeterminada. A criança deu entrada em um hospital privado de Cuiabá, já morta, e como o hospital não quis declarar a morte, foi acionada a DHPP para liberação do corpo, que solicitou perícia por precaução, diante da falta de evidência de morte violenta. Em princípio, houve suspeita de meningite, bem como de abuso sexual, mas exame de necropsia pelo Instituto Médico Legal descartou o abuso.

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