23 de Setembro de 2021

Sequência de omissões contribui para morte de servidor | MUVUCA POPULAR

 

POLÍCIA Segunda-feira, 06 de Setembro de 2021, 13h:16 A | A

DEU EM A GAZETA

Sequência de omissões contribui para morte de servidor

Omissão de várias pessoas contribuiu para a morte violenta e agonizante do assistente social Rodolfo Silva da Costa, 29, agredido violentamente na madrugada do dia 1º de setembro. Começou pelo grito desesperado de socorro enquanto era arrastado pela rua e espancado. Seguiu, quando caído na via, foi ignorado por policiais em rondas e por moradores próximos, que permitiram que ele ficasse abandonado. Cerca de 5h depois, foi recolhido por uma ambulância e morreu após três dias, em uma UTI, por trauma de crânio.  

 

Crime que passa a ser investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da Capital busca identificar as pessoas que participaram ativamente do ataque brutal que levou à morte o servidor público. Ele atuava em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).  

 

Esse foi o primeiro fim semana da família de Rodolfo sem ele, que residia no bairro Dom Aquino com os pais, a irmã caçula e o avô. O quarto, ainda arrumado, tem na parede a coleção de pequenos carrinhos. Para a mãe, Geralda Mendes da Silva Costa, 59, o jovem sempre foi muito alegre e carinhoso. Quando tomava algumas cervejas, a alegria era mais contagiante.

 

Para a irmã Jéssica Anatália, mesmo sendo 9 anos mais velho, o irmão era grande companheiro e amigo. O pai, Abade Bento Ferreira da Costa, 59, ainda não quer acreditar que o filho se foi de uma maneira tão brutal. Saber que ficou horas agonizado em uma rua, sem receber atendimento médico, aumenta a dor e a revolta. Somente a identificação e a punição dos culpados poderá aliviar o sofrimento pela perda do filho querido.  

 

Todos os objetos pessoais da vítima desapareceram, incluindo joias, relógio, celular, cartão bancário e carteira com seus documentos. De acordo com informações obtidas pela família, equipe do resgate do Samu disse que no momento em que ele era colocado na ambulância, uma mulher teria pego a carteira e a equipe acreditou que ela fosse da família.  

 

Foi justamente a falta de documentos que fez com que dona Geralda procurasse a polícia para denunciar o sumiço do filho na manhã seguinte, depois de ele não voltar para casa e faltar ao trabalho. Ele só foi localizado dois dias depois, por uma colega de trabalho que ajudava nas buscas e o achou inconsciente na UTI do Hospital Municipal de Cuiabá.

 


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