Alan Malouf diz ter sido caloteado em esquema de corrupção | MUVUCA POPULAR

Domingo, 15 de Setembro de 2019

POLÍTICA Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019, 16h:53 | - A | + A




Não recebeu 25%

Alan Malouf diz ter sido caloteado em esquema de corrupção

"Recebi R$ 260 mil de R$ 3 milhões investidos na campanha", revelou o empresário


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Empresário Alan Malouf / Foto: Reprodução

O empresário e delator do esquema de desvios na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Alan Malouf, declarou à juíza Ana Cristina Mendes, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, nesta segunda-feira (19), que levou um calote no esquema investigado pela Operação Rêmora. Segundo Malouf, o combinado era de cada um receber 5% da propina arrecadada, mas no final não recebeu nem 10%. “Só queria receber o que investi. ”, delatou.

De acordo com o promotor de Justiça Jaime Romaqueli, o empresário alegou que estava ali para falar a verdade e informou que dos "R$ 10 milhões investidos na campanha, recebeu somente R$ 260 mil, sendo R$ 3 milhões dele e o restante de mais 3 empresários".

O delator explicou que apesar do acordo de 25%, não tinha controle dos recebimentos feitos pelo também empresário e delator Giovani Guizardi, por isso sofreu o golpe de recursos.

“Eu só recebia minha parte e não tinha controle do montante que entrava. Era Guizardi quem fazia isso. Eu sabia que o dinheiro vinha das empreiteiras, mas não de qual”, revelou em audiência. Malouf nunca procurou saber do valor arrecadado, pois confiava no que Guizardi lhe informava.

Conforme Malouf, os valores que recebia eram referentes ao seu investimento de R$ 3 milhões do total de R$ 10 milhões emprestados para a campanha do ex-governador Pedro Taques (PSDB). Ademais, Guizardi recebia porque cuidava da parte “operacional” do esquema de desvios. Os outros R$ 7 milhões eram de outros 3 empresários e ele não sabe se foi pago.

O réu detalhou como a engrenagem dos desvios funcionavam, mas disse que não tinha envolvimento direto no esquema. Relatou que apresentou o empreiteiro Giovani Guizardi ao então secretário Permínio Pinto e que ambos se entenderam para que o empresário participasse do esquema. A parte de Malouf era repassada por Guizardi.

Segundo ele, nunca tratou de complemento de salários com nenhum dos envolvidos, exceto os ex-secretários Julio Modesto e Paulo Brustolim, que recebiam “por fora” propina, além do salário. O “agrado” seria condição dos ex-secretários para integrarem o governo Taques.

Além deles, o agora conselheiro do Tribunal de Contas (TCE), Guilherme Maluf, também acusado de receber 25% da propina, por conta da indicação de Moises Reis, servidor da Seduc e membro da organização criminosa. Ambos eram ligados ao ex-governador Pedro Taques.

Permínio era indicado do deputado Nilson Leitão e ambos recebiam valores ilícitos.

Durante a oitiva, a juíza ressaltou que Malouf sabia de muita coisa dos esquemas: “vejo que o senhor é um HD cheio de informações valiosas. Está bem cheio”.

“É a primeira vez que participo disso (desvio). A senhora pode ter certeza que é a última”, disse o empresário à juíza que, por sua vez, emendou “se o senhor não aprender com isso...”.

Operação Rêmora

A Operação Rêmora foi deflagrada no início de maio de 2016 pelo Grupo de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) para desmantelar um esquema de fraudes e direcionamento de 23 licitações da Seduc orçadas em R$ 56 milhões para construção e reformas de escolas.

Na época, o chefe da pasta era Permínio Pinto (PSDB), que também foi preso em outra fase da Rêmora, deflagrada em 20 de julho de 2016. Além do ex-secretário, os ex-servidores Fábio Frigeri e Wander Luiz dos Reis, os empresários Alan Malouf e Giovani Guizardi, também são réus na ação.

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COMENTÁRIOS

(2) COMENTÁRIOS

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Leandro - 20-08-2019 15:03:00

Esse ainda esta preso?

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José - 20-08-2019 08:09:13

QUANDO É QUE SERÁ INVESTIGADO O DESGOVERNO PEDRO TAQUES ? O DESGOVERNO PEDRO TAQUES QUEBROU O ESTADO POR CAUSA DOS MAIS DE R$25 BILHÕES DE IRREGULARIDADES EM 2015 A 2018. Até agora não foi apurada a responsabilidade de todos os membros do desgoverno taques quanto aos desvios e fraudes do desgoverno da transformação do estado em caos e roubalheira, cujas irregularidade somadas já ULTRAPASSARAM OS $25 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos mais de $25 bilhões em irregularidades pendentes de serem apuradas: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin recebendo R$80 mil por fora todo mês; delação de Alan Malouf e Perminio indicando que secretários (Permínio, Brustolin, Julio Modesto e etc) recebendo mensalinho de R$30 mil/mês; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $500 milhões do Fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo Gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juizá candidata para ferrar o Silval e a família dele; irregularidades de R$3 bilhões no Edital nº 02/2018 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) sobre rodovias MT 246, MT 343, MT 358 e MT 480. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados, estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos que receberam salários acima de R$100 mil, contratação irregular de 2000 cabos eleitorais na SEDUC para fazer campanha para o ex-secretário Mahafon, peculato ao gastar R$10 milhões em telefone por secretaria do estado durante a campanha eleitoral para o governo 2018; R$180 milhões em indenizações irregulares pagas em 2018 as empresas supostamente prestadoras de serviços na Secretaria de Estado de Saúde Secretaria. Pedro Taques e Gallo cometeram crime de responsabilidade de R$3,7 bilhões ao deixar restos a pagar para o próximo governo sem a devida provisão de fundos exigida na Lei de Responsabilidade Fiscal.

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