Delegado rebate deputada petista e nega "pirotecnia" policial | MUVUCA POPULAR

Domingo, 15 de Setembro de 2019

POLÍTICA Terça-feira, 20 de Agosto de 2019, 08h:22 | - A | + A




Fraude na SEDUC

Delegado rebate deputada petista e nega "pirotecnia" policial

  Delegado Fernando Vasco Spinelli Pigozzi - Foto: Reprodução

O delegado titular da Diretoria Geral da Polícia Judiciária Civil, Fernando Vasco Spinelli Pigozzi rebateu a afirmação da deputada federal Rosa Neide Sandes (PT) de que a Operação Fake Delivery, da Delegacia Fazendária (Defaz) “se tratou de pirotecnia”.

A declaração da petista ocorreu logo após os investigadores cumprirem ordem de prisão contra seu ex-secretário-adjunto de Administração Sistêmica, Francisvaldo Pereira de Assunção, e de busca e apreensão de documentos na casa da parlamentar, que na época dos fatos apurados era ex-secretária de Estado de Educação.

Por meio de nota, a assessoria de imprensa da deputada afirma que ela “não é investigada” pela Polícia Civil, no âmbito da operação. No entanto, o delegado Fernando Vasco confirmou que existe investigação de corrupção contra a ex-secretária e que não se trata de uma “pirotecnia” como ela e outros membros do Partido dos Trabalhadores afirmaram.

“Pirotecnia em hipótese alguma e posso dizer que nós [policiais] estivemos em três veículos descaracterizados [na residência da parlamentar]. Então, se quiséssemos fazer pirotecnia a postura seria totalmente contrária ao que realmente foi executado. Estivemos de maneira discreta e cumprimos o nosso papel”, explica o diretor da Polícia Civil.

Durante coletiva na sede da Delegacia Fazendária, os delegados Fernando Vasco Spinelli Pigozzi, Luiz Enrique Damasceno e Silvio Ferreira Júnior, responsáveis por apurar o desvio de recurso, confirmaram 28 atos de emissão de notas ilegais para compra de materiais escolares na Seduc. Os materiais teriam como destinatárias as comunidades indígenas “Campo” e “Quilombola”.

Conforme os delegados, apenas a quantia de R$ 800 mil foi justificada pelo grupo gestor, à época em que Silval Barbosa (sem partido) era governador do Estado.

“Ocorre que 28 notas foram atestadas pelo senhor Francisvaldo da secretaria, somando R$ 1,134 milhão e esse material não foi levado ao estoque da Seduc”, disse Luiz Henrique Damasceno.

Operação Fake Delivery

A Operação Fake Delivery apura desvios da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) no montante acima de R$ 1.134 milhão para aquisição de  materiais destinados  a escolas indígenas. A operação foi deflagrada na manhã de segunda-feira (19) pela Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz).

O mandado de prisão foi expedido para Francisvaldo Pereira de Assunção e cumprido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Gil, em Diamantino.

O destino de mais de R$ 1,1 milhão em materiais “supostamente” entregues na sede da SEDUC, ao secretário adjunto de Rosa Neide ainda é apurado.  As informações foram remetidas à Defaz em 2017, através do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção, indicando irregularidades na aquisição dos materiais.

Leia a nota Nota Pública

A deputada federal Professora Rosa Neide (PT) acompanha pela imprensa os desdobramentos da Operação Fake Delivery. Embora não seja investigada, a parlamentar informa que segue, como sempre, à disposição dos Órgãos de Investigação para quaisquer esclarecimentos, referentes ao período que atuou como secretária de Estado de Educação.

Assessoria de Imprensa

Deputada Federal Professora Rosa Neide (PT-MT)

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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Miranda - 20-08-2019 15:01:21

E o que aconteceu com a Deputada, foi presa?

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José - 20-08-2019 12:10:20

Você é um doe poucos que defendo por toda lei. Parabéns .

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Carlos Nunes - 20-08-2019 08:45:25

Ih! Cadeia no Brasil não é mais só pra pobre, p... e p... Agora também é pros PODEROSOS, incluindo ex-presidentes, ex-governadores, ex-ministros, ex-secretários, etc. O país tá evoluindo...Não adianta mais falar que é o mais honesto do Brasil, que ninguém acredita mais nisso...pois tem uma turma de delatores premiados, dizendo que pediu propina sim. Só os analfabetos funcionais (citados na revista Veja) é que acreditam ainda nisso...também eles acreditam em papai noel, mula sem cabeça, saci pererê. Outro dia prenderam uma mulher que furtou alguma coisa num Supermercado...e o cara que passa a mão em Milhões de Reais, não vai preso? Só ladrão pé de chinelo é que vai pra cadeia. Isso mudou. Dr. Pigozzi tem que fuçar esse negócio bem fuçado...e fuçando bem fuçado descobre tudo. Só fuçação meia boca é que não descobre nada.

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