Deputada federal nega envolvimento em investigação e acompanha “pela imprensa” | MUVUCA POPULAR

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POLÍTICA Segunda-feira, 19 de Agosto de 2019, 11h:47 | - A | + A




Fake Delivery

Deputada federal nega envolvimento em investigação e acompanha “pela imprensa”

Em nota, a parlamentar afirma não ter nenhum envolvimento com a operação "Fake Delivery"

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Deputada Federal Rosei Neide (PT) | Foto: Divulgação

A deputada federal Rosa Neide (PT), afirmou em nota enviada a imprensa que não faz parte das investigações na operação Fake Delivery, deflagrada para investigar desvios da ordem de mais de R$ 1,134 mil nos tempos em que ela era a titular da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

“A deputada federal Professora Rosa Neide (PT) acompanha pela imprensa os desdobramentos da Operação "Fake Delivery". Embora não seja investigada, a parlamentar informa que segue, como sempre, à disposição dos órgãos de investigação para quaisquer esclarecimentos, referentes ao período que atuou como secretária de Estado de Educação”, consta na íntegra do texto.

A operação começou a ser realizada na manhã desta segunda-feira (19), com os agentes da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Administração Pública (Defaz), que investigam indícios do roubo desde 2017, cumprindo mandado prisão expedido contra o ex-secretário Adjunto de Administração Sistêmica na Seduc, Francisvaldo Pereira de Assunção.

Esse dinheiro, exatos R$ 1.134.836,76, fora supostamente subtraído dos cofres públicos por meio da aquisição de materiais escolares destinados às escolas indígenas, as fraudes teriam ocorrido na época em que a deputada ocupada o cargo de secretária de Educação.

Mesmo negando envolvimento no esquema, as ordens de busca e apreensão chegaram até a casa da representante de Mato Grosso na Câmara Federal por força do cargo ocupado por ocasião da aquisição dos materiais, no final de 2014. O motivo para o mandado contra a parlamentar é de que seu depoimento apresentou contradições.

O ex-secretário adjunto foi preso com apoio da Polícia Rodoviária Federal (PRF) no Posto Gil, em Diamantino (distante 184 quilômetros de Cuiabá).

De acordo com os investigadores da PJC, foi constatada ausência de comprovação de destino de material de expediente no valor citado e que deveria ter sido entregue na sede da Seduc, diretamente ao então secretário-adjunto.

As informações foram remetidas à Defaz há dois anos, por meio do Gabinete de Transparência e Combate à Corrupção. A denúncia indicava irregularidades na aquisição de materiais escolares pela Seduc tendo como destinatário as unidades escolares indígenas, no final do ano 2014.

Cinco irregularidades foram detectadas: ausência de comprovação da necessidade de aquisição dos materiais de expediente para escolas indígenas no montante comprado; ausência de planejamento nas aquisições; ausência de comprovação de vantagens na adesão carona de registro de preço número 05/2013 – derivada do Pregão Presencial número 04/2013, da Fundação de Apoio e Desenvolvimento da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Fundação Selva; ausência de elaboração de contratos, vez que foram substituídos por ordens de fornecimento; ausência de comprovação de destino de material de expediente no valor de R$ 1.134.836,76.

“O recebimento das mercadorias diretamente pelo investigado Francisvaldo Pereira de Assunção, sem a identificação de entrega no setor de patrimônio, foi ratificado por provas testemunhais e documentais. Na investigação, há ainda outro indicativo de que os materiais foram adquiridos já com o propósito criminoso de desviar o patrimônio público em benefício particular, vez que o próprio coordenador da Coordenadoria de Educação Escolar Indígena (2010/2016) declarou que não lhe foi solicitado qualquer tipo de informação”, escreveu a comunicação da PJC.

Destaca-se a gravidade dos eventos criminosos, vez que cada recebimento irregular teria consumado um crime de peculato, ocorrendo, assim, 28 atos que indicam o delito em continuidade delitiva.

Para os investigadores, as testemunhas já ouvidas indicaram que a aquisição seria uma determinação da então secretária, a deputada federal Rosa Neide Sandes de Almeida. Em seu depoimento na Defaz foram detectadas contradições, razão que motivou o pedido de busca e apreensão em desfavor dela.

A Polícia Civil destaca que Francisvaldo Pereira de Assunção atualmente está cedido à Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, mas não há indicativo de participação de qualquer deputado estadual na investigação em andamento. Francisvaldo já responde a um processo por peculato tentado. Ele foi encaminhado à juíza Ana Cristina Mendes, da Sétima Vara Criminal da Capital, que decretou a prisão preventiva. Ao todo, participam da operação 20 Policiais, sendo quatro delegados, dois escrivães e 14 investigadores.

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COMENTÁRIOS

(5) COMENTÁRIOS

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Paquetá - 19-08-2019 15:38:24

A casa está desmoronando! Rosa Neide, Barranco, Ságuas, Alexandre Cezar, Ludio, Abicalil, daqui dias todos na jaula! Fazer companhia ao petista mor, sr. Molusco, ops! lula!

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Olavo - 19-08-2019 23:50:51

Kkkkkkkkkikkkikiki

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Carlos Nunes - 19-08-2019 14:45:27

Tô esperando um deputado federal CORAJOSO...pra fazer uma Lei (ou Norma ou coisa parecida) a fim de que todos os depoentes sejam obrigados a contar as estórias, usando o DETECTOR DE MENTIRAS. Detector de Mentiras é o dedo duro tecnológico, que não vê cara, nem cor, não distingue o Zé do Dr. José... Aí, coloca um DETECTOR no cara mais honesto do Brasil, e manda ele repetir todas as estórias...se o DETECTOR apontar que ele diz a Verdade, tem que dar um Atestado de Honestidade, pois ele realmente deve ser o mais honesto do Brasil...Mas, se o DETECTOR apontar que mente descaradamente, tem que mofar na cadeia. Datena já disse em seu programa que essa Lei, pra instituir o DETECTOR, mesmo que tenha que mudar a Constituição, não passa no Congresso Nacional, porque alguns políticos jamais farão um Lei que possa pegá-los depois. Vai que, lá na frente colocam um DETECTOR nele, e fazem a pergunta clássica: Vossa Excelência já pediu propina ou recebeu propina? E o cara responde que NÃO, e o DETECTOR aponta que SIM. Aí, tá ferrado. Se essa Lei já tivesse funcionando, era só colocar o DETECTOR no ex-Secretário de Adjunto de Administração Sistêmica da SEDUC, e fazer uma lista de perguntas...o dedo duro do DETECTOR vai apontar se ele tá ou não tá dizendo a verdade. Nessa estória toda só interessa uma coisa: A Verdade, nada mais do que A Verdade.

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Maria - 19-08-2019 12:17:14

Uma deputada federal com prerrogativa de foro no STF foi alvo de busca a apreensão decretada por juiz de piso? Tem ou não tem abuso de autoridade neste país?

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Olavo - 19-08-2019 23:52:27

Tem não o tonta, se o crime foi feito antes dela ser deputada, responde normalmente... Acorda.

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5 comentários

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