Ex-secretário de Taques confessa que recebeu bolsa com dinheiro   | MUVUCA POPULAR

Quarta-feira, 22 de Maio de 2019

POLÍTICA Quinta-feira, 25 de Abril de 2019, 09h:10 | - A | + A




PERMÍNIO PINTO

Ex-secretário de Taques confessa que recebeu bolsa com dinheiro

Delator afirmou que teria operado mais de R$1 milhão em pagamentos

 

O ex-secretário de Estado de Educação, Permínio Pinto (PSDB), que atuou na gestão do ex-governador Pedro Taques (PSDB), admitiu ter sido o operador financeiro do ex-deputado federal e ex-presidente do PSDB em Mato Grosso, Nilson Leitão(PSDB), durante o seu primeiro mandato na Câmara Federal. Permínio revela que teria operado mais de R$ 1 milhão para pagamentos e financiamento de campanha via caixa 2.    

Em sua delação premiada homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o tucano afirma ter ido algumas vezes em São Paulo, buscar malas de dinheiro com Ubiratan Queiroz, do Grupo Galvão, que também está envolvida na Operação Lava Jato. Em um dos trechos contido no termo 20 da colaboração, Permínio Pinto diz que se encontrou com o empresário a pedido de Nilson Leitão no hotel Blue Tree, quando Ubiritan entregou ao declarante uma valise de tecido [bolsa], de cor preta, contendo R$ 150 mil, em notas de R$ 100, diz trecho do depoimento.    

Conforme o delator, logo após receber a bolsa com dinheiro, ele se dirigiu a uma agência bancária, onde depositou em uma conta específica a mando de Leitão. Permínio explica ainda que essa conta, da qual ele e Nilson Leitão tinha a senha, era utilizada para efetuar vários pagamentos a mando do ex-deputado.      

O ex-diretor da extinta CAB Ambiental, Ítalo Joffily Neto, seria o elo entre Nilson Leitão e o Grupo Galvão, segundo o delator. Esta ligação teria se iniciado entre 2009 e 2010, quando Leitão teria realizado consultorias para as empresas do   Grupo Galvão que presta vam serviços de água e esgoto no Estado.      

Já em 2014, Permínio, que trabalhava no gabinete de Nilson Leitão em Brasília, teria retornado a São Paulo para buscar uma valise de tecido, com R$ 139 mil em dinheiro. No mesmo ano, Permínio diz que se encontrou com o ex-ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), que na época era deputado federal, no aeroporto de Congonhas em São Paulo.      

O delator diz ainda que o ex-ministro teria lhe indicado um escritório de advocacia em São Paulo para que o mesmo fosse buscar dois envelopes, contendo dinheiro. Um com R$ 69 mil e outro com R$ 98 mil.         

Caixa 2  

Nas eleições de 2014, Permínio teria recebido vários valores a mando de Leitão para realizar pagamentos de campanha, chegando a utilizar a sua própria conta para depositar tais valores. Em um desses depósitos, o tucano teria recebido R$ 175 mil, para que fossem distribuídos para as candidaturas do PSDB, indicadas por Leitão, via caixa 2.      

Permínio diz que beneficiou os candidatos WS, que seria o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), AVA, o deputado Carlos   Avalone (PSDB) e GUI, que seria o ex-deputado e hoje conselheiro do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), Guilherme Maluf.      

Uma quarta candidatura também teria recebido dinheiro via caixa 2, no entanto, Permínio diz não lembrar da identificação da sigla AV.      

Os recursos teriam sido doados pela Editora Terra do Saber Ltda. Segundo Permínio, Nilson Leitão teria revelado que a mesma editora teria doado recursos não contabilizados para a campanha do ex-governador Pedro Taques (PSDB), via o seu primo Paulo Taques.

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COMENTÁRIOS

(5) COMENTÁRIOS

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João - 25-04-2019 12:32:36

QUE COISA EM

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Qual a verdade ? - 25-04-2019 11:43:41

Muvuca, muitas reportagens sua, você acerta, da certo, fala algumas coisas boas e verdades, agora outras, vou te contar.. Eu lhe pergunto: “Porque tanto amor&ódio pelo Taques ? Cara, você põe um título da matéria falando dele, e o conteúdo não tem absolutamente nada referente a ele, a não ser na última linha “que alguém falou do primo que era dele..” Conta pra gente, porque tanto amor e ódio por ele, vocês tem algum caso antigo mal resolvido ???? ? Faz uma matéria contanto pra galera aí, todo mundo que conversamos em qualquer lugar de Cuiabá, tem esse ponto de interrogação kakaka

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Vitor - 25-04-2019 10:32:14

Delação que é delação tem q ser completa, igual do Silval, com vídeos e fotos. rs

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Roseli - 25-04-2019 10:28:08

Cadê as fotos, queremos fotos .. rs

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José - 25-04-2019 09:28:15

QUANDO É QUE SERÁ INVESTIGADO O DESGOVERNO PEDRO TAQUES ? O DESGOVERNO PEDRO TAQUES QUEBROU O ESTADO POR CAUSA DOS MAIS DE R$25 BILHÕES DE IRREGULARIDADES EM 2015 A 2018. Até agora não foi apurada a responsabilidade de todos os membros do desgoverno taques quanto aos desvios e fraudes do desgoverno da transformação do estado em caos e roubalheira, cujas irregularidade somadas já ULTRAPASSARAM OS $25 BILHÕES. Só para lembrar aí vai a lista detalhada dos mais de $25 bilhões em irregularidades pendentes de serem apuradas: R$69 milhões em desvios na caravana da transformação; perdão de R$645 milhões em dívida da petrobrás; perdão de R$5 milhões de reais em dívidas da unimed cuiabá; a operação Rêmora por desvio de R$57 milhões na SEDUC; operação Bereré por desvio de R$30 milhões no Detran; operação Grampolândia na segurança pública usada para chantagear adversário; delação de Alan Malouf sobre Brustolin recebendo R$80 mil por fora todo mês; delação de Alan Malouf e Perminio indicando que secretários (Permínio, Brustolin, Julio Modesto e etc) recebendo mensalinho de R$30 mil/mês; mensalinho R$100 milhões por dentro para os deputados; rombo de R$4 bilhões no caixa e desvio de $500 milhões do Fundeb; desvio de R$1,2 milhões no fundo de trabalho escravo; desvio e apropriação de R$300 milhões dos municípios; desvio e apropriação de R$300 milhões dos poderes; aumento de $2 bilhões nos Incentivos Fiscais; aumento de milhares de cargos políticos comissionados, aumentou da folha de pagamento pela contratação de mais de 10.000 pessoas; uso da justiça para proteger seus amigos e secretários conforme disse o cabo Gerson; delação de Alan Malouf tratando de 12 tipos de corrupção entre elas os $10 milhões de caixa 2 administrados por Alan Malouf e Julio Modesto; licitação irregular de 11 bilhões para transporte interestaduais; desvio de R$58 milhões em pontes na SINFRA; $300 milhões em vantagem cobrada de quem recebeu antecipado no decreto do bom pagador; crédito de R$100 milhões para o primo Paulo Taques; maracutaia com a juizá candidata para ferrar o Silval e a família dele; irregularidades de R$3 bilhões no Edital nº 02/2018 da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) sobre rodovias MT 246, MT 343, MT 358 e MT 480. Além disso, apropriação indébita de R$70 milhões descontado dos salários dos servidores públicos para pagar empréstimos consignados, estouro da folha pagando vantagens para apaniguados políticos que receberam salários acima de R$100 mil, contratação irregular de 2000 cabos eleitorais na SEDUC para fazer campanha para o ex-secretário Mahafon, peculato ao gastar R$10 milhões em telefone por secretaria do estado durante a campanha eleitoral para o governo 2018; R$180 milhões em indenizações irregulares pagas em 2018 as empresas supostamente prestadoras de serviços na Secretaria de Estado de Saúde Secretaria. Pedro Taques e Gallo cometeram crime de responsabilidade de R$3,7 bilhões ao deixar restos a pagar para o próximo governo sem a devida provisão de fundos exigida na Lei de Responsabilidade Fiscal.

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