31 de Julho de 2021

Ex-secretário fomentava briga e tinha informações privilegiadas sobre grampolândia  | MUVUCA POPULAR

 

POLÍTICA Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2021, 08h:12 A | A

Rogers Jarbas

Ex-secretário fomentava briga e tinha informações privilegiadas sobre grampolândia

Alta cúpula da grampolândia agiu para prejudicar inquéritos


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Um relatório da Força Tarefa da Polícia Civil que cuida das investigações da chamada grampolândia pantaneira, aponta que o ex-secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas, além de obter informações privilegiadas junto ao Ministério Público Estadual (MPE) no início das investigações em 2017, também buscava fomentar uma briga entre o MP e o Judiciário para atrapalhar as investigações.

As informações constam no relatório da perícia feita no celular de Jarbas apreendido durante sua prisão no mesmo ano por obstrução de justiça.

Para a Força Tarefa, os diálogos recuperados comprovariam que Rogers Jarbas buscava articulações políticas, trazendo para si a responsabilidade de dar suporte ao grupo político, de forma a blindar o governo.

Em um dos diálogos, em um grupo de whatsapp denominado Sem Arapongagem, Jarbas, o ex-governador Pedro Taques e demais ex-secretários, comentam uma reportagem sobre a declaração do então desembargador do Tribunal de Justiça, Orlando Perri, que criticou o MP por não ter denunciado o ex-secretário de Justiça e Direitos Humanos, Airton Siqueira.

“Nesse momento o investigado envia mensagem, segundo ele, quanto mais esta fala do Perri for noticiada, melhor, diz. E que no mínimo a associação do MP irá se manifestar, que o inquisidor ficará puto”, completa.

“E continua afirmando que existe uma pequena crise instalada, e isso fará com que use energia com MP e menos com a gente”, disse Jarbas se referindo a membros do grupo.

Nesse momento o governador Pedro Taques diz que o MP não vai fazer nada, são medrosos. Já Jarbas acredita que a associação do MP falaria: basta cutucar, diz.

O ex-secretário de Comunicação, concorda, mas diz que não tem acesso para tal articulação. Solte nos sites, o resto resolvo, afirma Rogers Jarbas.

“Fica evidente que este grupo foi criado para tratar de assuntos relacionados à investigação especial dos grampos ilegais, que o investigado e os membros do grupo agiam para articulação de forma que prejudicasse a investigação. Aparentava ter confiança nas ações do Ministério Público”, pontua o relatório das conversas.

Já em outro diálogo, Jarbas conversa com o então governador Pedro Taques por Whatsapp, informando que Representação já esta na PGJ. Perri já despachou, diz. Taques pergunta qual seria o documento. Estou tentando saber, lhe aviso.

(Com informações do Jornal A Gazeta


COMENTÁRIOS

(4) COMENTÁRIOS

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Opasso - 22-02-2021 13:06:56

É muito triste assistir aos capítulos antes não revelados dessa "novela". Era uma pregação de moralidade, de "bons costumes", de "consertar o errado".. Só que agora se vê que não era assim bem certo. A lição que fica: "salvadores da pátria" não existem. É preciso desconfiar sempre de quem aponta o dedo para os outros e esquece de olhar a si próprio.

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Sergio Rubens - 22-02-2021 11:26:43

Eu acredito na lisura do trabalho do Delegado Flavio Strigueta e da Delegada Ana Cristina Feldner.

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Leonardo - 22-02-2021 11:19:24

realmente mundo da voltas kkkkk

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Edersson - 22-02-2021 11:14:53

Essa novela nunca acaba

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4 comentários





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