"Foi uma batalha desleal que durou 75 dias", declara professor grevista | MUVUCA POPULAR

Domingo, 25 de Agosto de 2019

POLÍTICA Terça-feira, 13 de Agosto de 2019, 19h:28 | - A | + A




Arquitetura da Destruição

"Foi uma batalha desleal que durou 75 dias", declara professor grevista

Diego Aureliano da Silva relata, em artigo, golpes do Governo durante a greve


redacaomuvuca@gmail.com

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O professor Diego Aureliano da Silva, relatou por meio de um artigo, todas as inverdades que os educadores da rede estadual foram expostos durante a greve. Segundo o servidor, todos os grandes órgãos do Estado se uniram para distorcer o movimento dos professores e forçar o encerramento da greve.

“Governador, Assembleia Legislativa, Judiciário, Tribunal de Contas e os Meios de comunicação se alinharam de forma a enfraquecer o movimento perante a opinião pública”, argumentou.

De acordo com Aureliano, manter a greve sob as condições em que estavam submetidos foi heroico, pois mesmo sem salários, sem empréstimos consignados, sem o ponto e contra todos as instituições ligadas ao Governo, os funcionários foram capazes de sustentar a paralisação por 75 dias.

“Os profissionais da educação foram extremamente guerreiros, uma vez que os salários foram cortados ilegalmente desde o início (27/05), baseados numa interpretação cabível ao governo de um Recurso Extraordinário (RE 693456) do STF”, pontuou.

Além disso, o professor afirmou que o governador, Mauro Mendes (DEM), jogou sujo ao propagar mídia na televisão com falsas informações sobre os salários que os professores recebem. “Não tivemos verba para pagar os segundos do horário nobre da televisão, assim como fez o Governo, onde, durante várias semanas apresentou um comunicado, dizendo que ganhamos R$5.800,00”.

Conforme esclarecimento do educador, um professor com 30 horas ganha R$ 4.395,00, não passando dos R$3.600,00 por conta dos descontos de INSS e Imposto de Renda, ou seja, as publicidades foram um golpe do governador para deixar a população contra os professores.

“Esta tem sido a “arquitetura da destruição” emanada em efeito cachoeira pela “nova” (velha) política nacional para o fim de todos os direitos dos trabalhadores”, finalizou Aureliano.

Confira o artigo na íntegra:

“ARQUITETURA DA DESTRUIÇÃO”

Hoje, 12/08, reiniciamos nosso trabalho, cansados, exauridos financeiramente, porém, não vencidos, ainda que as reivindicações da categoria não foram atendidas e o pagamento dos salários descontados se dará de forma parcelada, essa foi a posição do governo.

Entre as pautas de reivindicações está o chamamento de concursado para as vagas livres, pagamento de 1/3 de férias para os contratados, cumprimento da Lei nº 510/2013 e pagamento dos restos a pagar da RGA de 2018 para assegurar a Lei da Dobra do Poder de Compras dos Profissionais da Educação, com o objetivo de mudar a realidade de sermos o pior salário entre as carreiras do executivo estadual.

Mas as reivindicações não se resumiram a isso, mas também às péssimas condições das estruturas escolares, com salas anexas de lata e PVC sem manutenção há mais de dois anos, com riscos de incêndio, desmoronamento de teto e estruturas, a falta de quadras poliesportivas, reformas urgentes, implantação e modernização de laboratórios e falta de funcionários.

Foi uma batalha desleal que durou 75 dias. Resumindo, Governador, Assembleia Legislativa, Judiciário, Tribunal de Contas e os Meios de comunicação se alinharam de forma a enfraquecer o movimento perante a opinião pública. Os profissionais da educação foram extremamente guerreiros, uma vez que os salários foram cortados ilegalmente desde o início (27/05), baseados numa interpretação cabível ao governo de um Recurso Extraordinário (RE 693456) do STF.

O julgamento sobre a greve ser “abusiva” caiu “por acaso” nas mãos de uma desembargadora que tem nas costas as acusações de tráfico de influência, crimes de advocacia administrativa, violação de sigilo funcional, denunciação caluniosa, falso testemunho, fraude processual, comunicação falsa de crime ou de contravenção e prevaricação (segundo fontes nas mídias digitais).

O presidente da AL (Eduardo Botelho) nos usou como barganha, depois de o governo firmar contrato com empresas de seus familiares no valor de R$ 796 mil, para prestação de serviços à saúde, além do silêncio do governador sobre uma investigação de corrupção envolvendo construtoras, uma dessas, ligada também a seu nome.

Em relação à mídia, o governo aditivo este ano contrato de propaganda no valor de R$ 70 milhões. No Tribunal de Contas, alguns cargos, como direção, presidência, vice, corregedor, ouvidor e presidentes das Câmaras, recebem gratificação de R$ 3,8 mil ao mês, auxílio alimentação está hoje em R$ 1,150 mil. Os conselheiros ainda têm acesso à verba indenizatória de R$ 23,8 mil para cobrir gastos relacionados ao trabalho de fiscalização como despesas com viagens, veículo, combustíveis, passagens e suprimentos de fundo, além, de receber o valor de R$70 mil para aquisição de livros.

Enfim, não tivemos verba para pagar os segundos do horário nobre da televisão, assim como fez o governo, onde, durante várias semanas apresentou um comunicado, dizendo que ganhamos R$5.800,00 e que apesar disso a educação de MT ocupa a 21° posição entre os 27 estados do país e ultrapassou os limites de gastos com salários. Ademais, que o Estado Decretou Calamidade Financeira.

Sobre o salário, um professor com 30 horas ganha R$ 4.395,00, não passando dos R$3.600,00 por conta dos descontos de INSS e Imposto de Renda, sobre o 21° lugar, no ensino fundamental, o estado superou a meta estabelecida pelo MEC, de 5,3, atingindo nota de 5,9. Já no ensino médio, a meta projetada era de 4,4 e a nota foi de 3,5, entretanto, no país, nenhum estado atingiu a meta prevista para o ensino médio.

Sobre o limite de gastos, o governo se utiliza de manobras, segundo o Sintep MT, “Na política de renúncia e incentivos fiscais do Estado o percentual de repasse da educação não está sendo preservado” e que “De repente, o TCE orientou, por meio de nota técnica, que o governo não deve considerar o imposto de renda retido na fonte como receita, mas, como despesa. Essa é uma manobra fiscal para dizer que está extrapolando o gasto com pessoal”, além de outras receitas ocultadas.

Sobre a Calamidade financeira, o Governo Federal não a reconhece. Enfim, esta tem sido a “arquitetura da destruição” emanada em efeito cachoeira pela “nova” (velha) política nacional para o fim de todos os direitos dos trabalhadores. Sobre a veracidade dos dados aqui apresentados, todos estão disponíveis na rede.

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COMENTÁRIOS

(7) COMENTÁRIOS

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Carlos Juscimeira -Mt - 14-08-2019 18:05:27

Realmente foi uma .batalha desleal, meu filho ficou 75 dias sem aulas porque tem um partido político manipulando esses fantoches (professores)

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Carlos Araújo - 13-08-2019 20:14:18

Pesquisa Rdnews mostra, Governo Mauro Mendes é avaliado em Ruim e Péssimo por 92% dos avaliadores. Governo fraco, ruim de conversa, convence ninguém, nem os empresários que agora levaram facada nas costas pelo aumento dos impostos.

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Carlos Nunes - 13-08-2019 19:52:49

Ih! Nessa situação caótica que tá o Brasil...essa Greve foi irracional. Os mais de 14 Milhões de Desempregados...os Desalentados - aqueles que até já desistiram de procurar emprego, porque não encontram...devem ter pensado: esses funcionários públicos tão reclamando a toa, pelo menos tem o emprego. Nós gostaríamos de estar no lugar deles, pelo menos recebendo o salário. Tamos perdidos num mato sem cachorro...saímos pra procurar emprego todos os dias, e nada...aqueles que a gente encontra pagam um miséria. Será que eles querem trocar o lugar conosco? Tái igual a estória do cara que tava queixando pra burro que não tinha sapatos...reclamando pra DEUS a beça. Até que passou um cara arrastando sem os dois pés. Aí, o cara sem sapatos, ajoelhou: E disse> "Obrigado Senhor, de eu ter os dois pés." Sapato é acessório...se não tem hoje, pode ter amanhã. Agora sem os dois pés não tem jeito de ter sapato nenhum. Dentre os 14 Milhões de Desempregados, e entre os Desalentados, tem muita gente que daria graças a DEUS de receber todo mês R$ 3.600,00.

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Juliana - 13-08-2019 21:02:18

A diferença meu amigo, é que estamos falando de investimento em educação, um dos bens mais preciosos da humanidade. Os profissionais da educação estudam 4, 5 anos para ensinar a nossos filhos, você compra coisa de má qualidade para seus filhos? Educação, Saúde e moradia são bens comuns e de direito a todos nós, pois pagamos impostos. Não podemos nos conformar, devemos investir e valorizar a todos os profissionais, exigir serviço de qualidade.

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Carlota - 13-08-2019 22:17:22

A Escola José de Mesquita está precisando para contrato 40 horas urgente, professores de geografia. Vai lá e faz um seletivo, afinal ser professor é fácil. Procurar a coordenadora Amanppda, Cuiabá . Grata .

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Carlota - 13-08-2019 22:19:08

A Escola José de Mesquita está precisando para contrato 40 horas urgente, professores de geografia. Vai lá e faz um seletivo, afinal ser professor é fácil. Procurar a coordenadora Amanppda, Cuiabá . Grata .

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Marcia deraldina ferreira - 14-08-2019 08:19:19

Na escola de diamantino está precisnfo dec2 professores de matemática, vai lá, e comece a trabalhar, é fácil são 2 vagas. Só que a pessoa tem que ser formado em matemática, vai lá.

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7 comentários