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Sexta-feira, 27 de Novembro de 2020

POLÍTICA Segunda-feira, 19 de Outubro de 2020, 10h:07 | - A | + A




Candidato em VG

Frical teria usado operador de máquinas e motorista como laranja

Ação cobra R$41 mil do empresário


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O empresário e candidato ao cargo de prefeito em Várzea Grande, Flávio Frical (PSB), é alvo de ação proposta pelo Ministério Público (MPF), que descreve uma rede de laranjas montada visando sonegar impostos. Informações estão disponíveis na Justiça Federal. Há pedido de reparação de danos no valor de R$ 41 mil. Frical teria usado como sócios fictícios um operador de máquinas, o próprio filho e um motorista.

De acordo com a ação, Frical promoveu por anos o esvaziamento patrimonial de seu frigorífico com o intuito de burlar execução fiscal. Conforme o MPF, a sociedade empresária Frical Frigorífico foi constituída no ano 2000, tendo por sócios pessoas identificadas como Gelson Luiz Ramos de Brito e Elcio Gomes da Silva.

Em 2004, data da primeira alteração do quadro societário, ocorreu a saída de Elcio Gomes da Silva e a entrada de Flávio Frical. Ocorre que, segundo o MPF, Elcio disse durante oitiva que exercia a função de operador de sala de máquina de refrigeração. O laranja confessou ter cedido seu nome.

Em 2005 houve a segunda alteração contratual, com a saída de Flávio Frical, que cedeu, por doação, as cotas para seu filho, Michel Flavio de Vargas. Em 2012 houve nova alteração no quadro social, com a saída de Michel, que cedeu suas cotas a pessoa identificada com Anísio Ortiz.  Ainda em 2012, o sócio Gelson Luiz Ramos de Brito transferiu a totalidade de suas cotas ao sócio remanescente, Anísio Ortiz.

Ocorre que, segundo o MPF, informações constantes do Cadastro Nacional de Informações Sociais de Anísio Ortiz demonstram que ele é “um trabalhador braçal, sem capacidade financeira para aquisição e administração da empresa Frical”.

Em inquérito policial, Anísio afirmou ser amigo pessoal de Frical e que sua profissão é motorista. Anísio esclareceu ainda que passou a integrar o contrato social da empresa a pedido Frical. O dono de fato ofereceu uma quantia de R$ 5 mil, além do seu salário.

Agravando as suspeitas, até mesmo quando Michel Flávio de Vargas ingressou no quadro societário da empresa Frical, declarava-se isento de imposto de renda, na condição de estudante, uma vez que contava com apenas 21 anos, o que demonstra a sua condição de sócio fictício da empresa. O Próprio Michel declarou em inquérito “que a referida empresa sempre foi, desde sua constituição, administrada, única e exclusivamente, por Flávio”.

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