Goleiro Bruno entra em depressão após ficar sabendo de rescisão | MUVUCA POPULAR

Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

POLÍTICA Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2020, 21h:54 | - A | + A




Repercussão negativa

Goleiro Bruno entra em depressão após ficar sabendo de rescisão

Estávamos pagando caro por goleiro no Operário, diz dirigente

 

“Estávamos pagando caro para manter o goleiro Bruno Fernandes no Operário”. Esse foi o discurso do supervisor de futebol do Operário de Várzea Grande, André Xela, para voltar atrás e desistir da contratação do atleta, condenado a mais de 20 anos de prisão por participação na morte da modelo Eliza Samudio, mãe de um filho dele.

A notícia da contratação ganhou grande repercussão, após a afirmação do dirigente ao de que Bruno já havia assinado com o clube e aos patrocinadores só restava cumprir os contratos (Veja aqui). 

A reação, no entanto, foi imediata, e logo foi anunciado o pedido do banco Sicredi que tinha contrato com a Federação Mato-grossense de Futebol (FMF) para tirar sua marca nas camisetas do time. Em seguida houve um protesto de mulheres que vestiram preto e foram para frente do Estádio Dito Souza, no bairro Cristo Rei, em Várzea Grande. Em seguida o anúncio de que a loja de eletrodomésticos Martinelo pediu a rescisão do contrato de patrocínio.

Diante da pressão o clube reviu sua posição, mesmo contrariado. A advogada Mariana Migliorini reclamou.  "Os empresários de Várzea Grande não querem ter o nome do Bruno vinculado a eles por conta da repercussão social. Querem ele morto, isso não é pena, não é algo civilizatório. O Bruno já pediu perdão, cumpriu a pena. Deus perdoa, a sociedade não", disse.

A liberação do 'astro' foi dada pela Justiça de Minas Gerais para que ele se mudasse para Mato Grosso com a família e trabalhasse no time com um salário de até R$ 5 mil.

Em uma entrevista ao Muvuca Popular, Xela contou que o que mais pesou para o cancelamento do contrato foi a perda de patrocínios do clube, além da pressão grande que chegou às redes socias com a hashtag #BrunoNão! A repercussão negativa também poderia tirar os torcedores das arquibancadas.

“Sem dinheiro não se faz futebol. Fora isso, a diretoria resolveu se reunir e entrar em consenso com o que estava acontecendo e decidimos encerrar a contratação. A pressão foi tão grande que não estava mais compensando manter ele no grupo. O clube acreditava no atleta, mas de fato não deu para seguir em frente”, pontuou.

Apesar de assinar contrato com o goleiro, o Clube não irá pagar multa. Segundo o dirigente, o que havia era apenas uma proposta de trabalho, e a Justiça também precisava definir pelo sim ou não do atleta.

“Agora, o certo é que o clube vai continuar arcando com todos os custos para ele voltar para o domicílio dele. Existe uma série de regras para serem cumpridas. Não é algo tão simples assim. Só falar não queremos mais. Precisamos seguir vários trâmites legais. Então, o Operário vai continuar dando amparo e se tiver outras despesas irá arcar também”, concluiu.

Após receber a informação de que não poderia mais ser atleta do Operário varzea-grandense, Bruno ficou tenso e entrou em depressão. Segundo sua advogada, ele ficou sem comer e não conseguia dormir.

 

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COMENTÁRIOS

(4) COMENTÁRIOS

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alex r - 27-01-2020 11:20:03

Interessante e quanto a família da vitima? E quanto a vitima? Sera que tbm não sentiram isso sr Bruno? A mãe que perdeu a filha, a criança que perdeu a mãe? o senhor perdeu oportunidades de trabalho igual a todo cidadão e ah... o cidadão não cometeu crimes... mude de área, faça projetos sociais , tente o senhor devolver coisas que o senhor tirou da sociedade e não tente arrancar mais do que os outros se fazendo de vitima!

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Helio - 25-01-2020 08:30:44

Ressocialização, palavra bonita mais não foi colocada em pratica ao goleiro Bruno. Ainda bem que Neymar tem uma boa base familiar, tem pai , mãe e irmã do seu lado, pois caso contrario poderia acontecer nem tanto o que aconteceu com o Bruno, mais seria severamente prejudicado caso a sua familia não agisse contra a modelo que por pouco com os seus comparsas ou agência não detonaram financeiramente e sua carreira .

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Bia - 25-01-2020 07:05:06

Talvez o fundamentalismo mereça entrar no rol das fontes do Direito . Aprecio o pseudo estado atual emocional do feminicida Bruno, e desejo que saia dele com a decida autocrítica e possa no auge dessa, no mínimo compreender os conceitos de ressocialização para que pare de banalizá-lo.

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Mãe - 25-01-2020 09:47:10

Tempo para pensar no CRIME QUE COMETEU. Penso que DEPRESSÃO seja pouco! A vida da vítima nunca mais! Logo, depressão é nada!

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4 comentários

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