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Domingo, 15 de Setembro de 2019

POLÍTICA Quinta-feira, 16 de Maio de 2019, 07h:51 | - A | + A




Sem Voz

Governo Bolsonaro começou a cair, afirmam deputados

Inicia-se a formação de um consenso entre os membros da bancada de sustentação do presidente que “seu governo está ficando insustentável”


De Brasília (Agência RBC News)

 

Um deputado federal do PSL, com quem conversamos no plenário da Câmara, durante a Comissão Geral que ouve o ministro da Educação Abraham Weintraup, cravou: “o governo do meu presidente Jair Bolsonaro começou a cair nesta quarta-feira”. A opinião em off do parlamentar governista está refletindo um sentimento ruim para a base de sustentação do presidente, mas, sobretudo, para estabilidade do país. “Seu governo está ficando insustentável”, acrescentou o congressista.

A preocupação do parlamentar ocorre diante de situações que promovem fortes desgastes do presidente com sua base. A última delas foi o dito e desdito de que havia determinado a suspensão dos cortes na Educação. “Se o governo não sustenta o que o presidente falou na frente de 12 líderes parlamentares não sou eu que vou passar por mentiroso", afirmou o deputado Capitão Wagner (CE), líder do PROS, um dos partidos da base do governo.

O parlamentar se refere a reunião com o presidente Bolsonaro, na terça-feira (14), na qual anunciou o cancelamento dos cortes. Wagner, assim como outros líderes - do PSL, Delegado Waldir (GO), do Novo, Marcel Van Hattem (RS), do Podemos, José Nelto (GO), e do Cidadania, Daniel Coelho (PE) - distribuíram a informação, que logo se espalhou. Momentos depois veio o desmentido. Primeiro da Casa Civil, em seguida do ministério da Educação e na sequência pelo Ministério da Economia.

A reportagem apurou que a promessa do presidente dos líderes de rever os cortes só não ocorreu por imposição do próprio Ministério da Economia. O titular da pasta, Paulo Guedes, tratou de imediatamente desautorizar o presidente, que foi obrigado a desmentir. Mas aí o leite já estava derramado. Os líderes dos partidos aliados ficaram extremamente revoltados com Bolsonaro.

“Se boato ocorreu e se o boato é barato, o boato é do governo. Não vou admitir, sendo aliado do governo, ser chamado lá no Palácio do Planalto para tratar uma questão séria como essa, presenciar o presidente da República pegar um celular, ligar para o ministro na presença de vários líderes partidários e, com todas as letras, o presidente disse ‘a partir de agora o corte está suspenso’”, acrescentou o Capitão Wagner, em forte pronunciamento da tribuna do plenário da Câmara, na sessão matutina desta quarta.

Este episódio foi a gota d’água. Outros fatos estão a confirmar as suspeitas dos parlamentares membros dos partidos situacionistas de que o governo vem cavando ele mesmo a sua própria cova, por conta das trapalhadas do presidente. Com isto, Bolsonaro perde a cada dia apoio dentro do Congresso Nacional. Nas últimas votações mais importantes, ele perdeu de lavada. À exceção da proposta de reforma da Previdência, que caminha a passos largos, navegando no vento favorável da forte propaganda e arregimentações nada republicanas de deputados, todas as outras grandes questões de interesse do governo estão caindo por terra.

A maior delas é a Medida Provisória 870, primeiro ato de Bolsonaro ao assumir a Presidência, que reorganizou a estrutura administrativa do Executivo. Na comissão especial mista que debateu a MP, o governo perdeu feio. A proposta iria ao plenário da Câmara, mas como há resistências do Palácio do Planalto em pontos de interesse da oposição, o presidente da Casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), segurou a pauta. Resultado: se não for votada até o dia 3 de junho, a MP perde validade e o governo terá que recuar ao ministério

Na esteira da votação da MP 870, se aprofundaram as divergências dos deputados governistas, que se aliaram aos opositores, para derrotar as pretensões do ministro da Justiça, Sérgio Moro, de manter seus super-poderes, amealhando para si o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). O Palácio do Planalto pouco fez para ajudar Moro e esta situação gerou um desconforto do ex-juiz com o presidente. Foi aí que morou outro perigo.

Não se sabe ao certo se o presidente Bolsonaro quis agradar ou fritar Moro, mas sua declaração de que havia compromisso de indicá-lo para a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), aprofundou desconfianças de que o ex-juiz atuou em suas decisões jurídicas de forma política. Moro nego a negociação, contudo pouco adiantou. O estrago já estava feito, sobretudo para Bolsonaro, que passou recibo de que, no mínimo, emprega a “velha política” que afirmava, especialmente na campanha eleitora, combater.

Mas este sentimento ante a perspectiva de fracasso do governo de Jair Bolsonaro começou desde uma série de desgastes que ele próprio tem promovido, potencializados por seus filhos e outras pessoas fora, porém com forte influência dentro do governo. A principal delas é o astrólogo e escritor Olavo de Carvalho, que indicou nomes importantes para o ministério, sobretudo, o de Relações Exteriores e o da Educação. Carvalho, apesar de morar bem longe, na Virgínia, Estados Unidos, dita muito do que acontece no Palácio do Planalto.

E foi pelas mãos de Olavo de Carvalho que o governo foi jogado a um aparentemente irremediável confronto com os ministros militares. Carvalho, até a semana passada, atacou fortemente os generais que são principais auxiliares do governo. A temperatura chegou a ser elevada às alturas, especialmente quanto o presidente, ao invés de mediar o conflito, o potencializou tecendo elogios e fortalecendo as posições do astrólogo, que é considerado o guru do clã Bolsonaro.

É envolto nesta conjuntura que o presidente Jair Bolsonaro se depara com a primeira grande manifestação contra seu governo: a greve nacional dos profissionais da educação, que teve a adesão dos estudantes, país de alunos e outros profissionais, levando às ruas de todo o país mais de 1,5 milhão de pessoas. Bolsonaro tratou de minimizar os protestos, chamando os manifestantes de “idiotas” e “massa de manobra de uma minoria”.

Até o fechamento desta matéria, não havia ainda terminada a participação do ministro da Educação no plenário da Câmara dos Deputados. Abraham Weintrub fez uma apresentação de pouco mais de meia hora e depois se seguiram os questionamentos dos parlamentares. Apesar da revolta com o presidente, boa parte dos deputados da situação procurou ajudar o ministro, que foi bastante fustigado pela oposição.

O resultado dessa presença do ministro na Câmara, o rescaldo das manifestações de hoje e os futuros pronunciamentos do presidente deverão descortinar novos acontecimentos aqui na Praça dos Três Poderes. Aguardemos as cenas dos próximos capítulos.

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COMENTÁRIOS

(13) COMENTÁRIOS

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mané - 16-05-2019 12:51:25

Os FAMILIARES do BOZÓ devolviam ao CLÃ 90% dos salários !!! Uma parte ia para D. MICHEQUE !!!

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Li na net - 16-05-2019 11:21:34

Se você ainda acha que o governo vai cortar 30% do orçamento da educação, pare e leia o que escrevi aqui, porque provavelmente você está sendo enganado. Vamos começar pelo começo: No Brasil, o orçamento da educação pode ser dividido basicamente em duas partes: nos gastos obrigatórios e nos gastos discricionários. Os gastos obrigatórios são aqueles que, goste o reitor ou não, devem ser gastos com suas especificações, o que inclui salários e aposentadorias, e até mesmo o “bandeijão” para o alunato se alimentar. Já os gastos discricionários são a parcela do orçamento que a universidade pode alocar conforme sua gestão entender. Para se ter uma noção, aproximadamente 88% do orçamento das universidades no Brasil são de gastos obrigatórios, ou seja, 88% do orçamento não são passíveis de cortes e devem ser gastos. Os outros 12% restantes do orçamento são os gastos discricionários, que ficam a critério de cada universidade. E onde entra essa história de cortes? No ano passado, o governo de Michel Temer aprovou um orçamento que considerava como cenário-base um crescimento de 2,5% do PIB. Ou seja, o orçamento estava contando com receita tributária de uma economia mais aquecida, isto é, que estivesse pagando mais impostos e arrecadando mais. Só que... sim, você acertou: não estamos crescendo o esperado! Na verdade, nosso crescimento projetado para este ano acabou de ser revisado para 1,5% do PIB. Leia-se: o governo vai arrecadar menos do que esperava. E, se no orçamento as despesas estavam preparadas para mais receita, agora, deverão se adequar. O que fez o governo? Um contingenciamento. Contingenciar despesas não significa cortar: significa que os gastos que estavam previstos devem ser segurados e retardados, porque a receita de fato foi menor do que a receita prevista. Cortar significa que ontem tinha e hoje não tem mais, independente de haver receita ou não. Contingenciar significa segurar o gasto até que a receita se realize. E onde o governo contingenciou? Onde ele pode: nos gastos discricionários. Quando falaram em “corte de 30% nas universidades”, na verdade, houve um erro conceitual: trata-se de um contingenciamento de 30% sobre os 12% de gastos discricionários: ou seja, de fato, algo entre 3,5% do orçamento da universidade. A conta é simples: (100%-88%) x 30%. “Ah, mas não pode cortar da educação” Pois é, cara pálida, você acabou de descobrir que o Brasil está dançando na beira do abismo: o modelo atual de previdência está tão desequilibrado que está engolindo o orçamento federal. Só que previdência é gasto obrigatório. Então, perceba: ou a gente alivia parte do orçamento reformando a previdência, ou esses contingenciamentos tornar-se-ão cortes e serão cada vez mais frequentes. Agora, me diz: se você estava esperando ganhar R$ 10 mil de salário e se planeja para gastar R$ 10 mil, mas, de repente, descobre que você vai ganhar R$ 8 mil, você corta seu orçamento doméstico ou vai pra rua fazer greve? Via André Bolini

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maria - 16-05-2019 12:52:55

Como vemos ,na net tem muita bobagem. Pior, há muito IDIÓTA que acredita !!!

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Juan - 16-05-2019 10:52:51

O coaf vai te pegar família bolsonaro hahahahaha

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Daise - 16-05-2019 10:50:30

Claro que é fake, isso é coisa de petistas bolivarianos comunistas

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Marizete - 16-05-2019 10:34:57

Deus no comando ninguém derrota o nosso presidente B17 2050 Deus é mais

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Jean - 16-05-2019 10:33:51

E é só o começo, vem muito mais por aí aguarde coiso

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Lucas - 16-05-2019 10:32:54

Dima começou assim, só que demorou um pouco, bolsonaro no primeiro semestre

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Fabio - 16-05-2019 09:58:38

Ainda tem uns gados perdi no pasto

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Cida - 16-05-2019 08:47:39

Graças a Deus!!

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Carlos Nunes - 16-05-2019 08:32:14

Ih! BOLSONARO só tá cometendo um grande erro...ouvir o tal do Guru, e o tio Guedes também. Tio Guedes até agora não apresentou Qual é a Política Econômica desse Governo? Se for uma Política Econômica correta o Brasil cresce...se for errada, gera 14 Milhões de desempregados. Tá vendendo Gato por Lebre, quando insiste nessa Reforma da Previdência...a primeira Reforma devia ser a Tributária, pra aumentar a arrecadação - fazer os poderosos, os devedores pagar a conta. Quem deve aufa pro Governo são os Bancos...podia mandar um projeto pro Congresso, pegando parte das Ações dos Bancos pra amortizar a dívida. Tio Guedes tá prestes a tornar o Governo do BOLSONARO, como um dos mais impopulares da história...na Reforma da Previdência, quer fazer o povo brasileiro trabalhar MAIS, contribuir MAIS com a Previdência, pra no final ganhar MENOS. Num país com 14 Milhões de desempregados, quer fazer o homem aposentar com 65 anos e a mulher com 62 anos...num mercado de trabalho onde se alguém fica desempregado com 40 anos de idade, é difícil pra burro arrumar outro emprego...se ficar desempregado com 50 anos é mais difícil ainda. Vai ser uma Missão Impossível aposentar no Brasil. Fizeram a pesquisa nacional e constataram que a média de vida do brasileiro é de 75 anos...aí o cara aposenta com 65 anos, usufrui da Previdência 10 ANOS (65-75), morre e deixa o dinheiro da Previdência pro Governo. Ora, se uma pessoa começar a trabalhar com 18 anos, fazendo a conta até 65 anos, terá contribuído 47 anos com a Previdência...contribui 47 anos pra usufruir 10 anos de Aposentadoria? Êta aposentadoria cara pro trabalhador. Vai ter que trabalhar até 65 anos, pois senão vai viver de que? Por que será que tio Guedes não começou as Reformas com a Tributária?

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alexandre - 16-05-2019 08:30:45

Por que , todo eventos da esquerda, tem quebra quebra, violencia e onibus incendiado ?

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mané - 17-05-2019 07:17:05

Porque não tem viadinho enrrustido como você !!!

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