Hospital Femina é acusado de negligência médica em morte de mãe e filho | MUVUCA POPULAR

Segunda-feira, 17 de Maio de 2021

POLÍTICA Quarta-feira, 21 de Abril de 2021, 14h:00 | - A | + A




Vítimas da Covid-19

Hospital Femina é acusado de negligência médica em morte de mãe e filho

Médicos deram alta à gestante com alta infecção e se recusaram a fazer parto


redacaomuvuca@gmail.com

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Foto: Reprodução

O Hospital Femina, localizado na região central de Cuiabá, está sendo acusado de negligência médica no caso da empresária Olga Maria Haddad Pinto, que estava com 33 semanas de gestação e havia sido diagnosticada com Covid-19. A gestante e seu bebê faleceram por falta de providências dos médicos da unidade hospitalar, que deram alta para a paciente mesmo com alto grau de infecção. 

A empresária foi atendida pelo ginecologista dr Mauricio Martínez no Pronto Atendimento e, posteriormente, foi encaminhada ao clínico geral Júlio César de Souza Filho que a liberou. A família protesta com o argumento de que o parto do bebê deveria ter sido feito imediatamente após a comprovação da Covid e da alta taxa de infecção, pelo risco que mãe e filho estavam passando.

Na manhã seguinte, a paciente ligou para o médico que a mandou ficar em casa tomando dipirona e anticoagulante. Durante a noite teve perda de sangue e contrações. Foi novamente a Femina e foi submetida à nova ultrassonografia, onde foi constatado que o bebê estava morto. "Então mandaram minha filha procurar outro hospital sob o argumento de que não havia mais vagas". Todo o pré-natal foi realizado na unidade de referência para gestantes.

A família está revoltada com a postura da Femina de negligenciar o parto do bebê de imediato visto que a criança passava bem diante do alto índice de contaminação da mãe. "Poderiam ter salvo o bebê e minha filha desde o primeiro dia quando viram que ela estava com Covid e o bebê poderia vir a óbito", lamenta a mãe, Geny Martha Haddad Pinto.

Olga morreu vítima da covid em 12 de abril, aos 40 anos, no Hospital Santa Rosa, após cirurgia para retirada do bebê que já havia falecido. A família pede Justiça ao caso.

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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Tania - 22-04-2021 12:04:22

Misericordia

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LUCIANE MILDENBERGER - 22-04-2021 10:50:33

Nota à Imprensa O Hospital e Maternidade Femina expressa os mais sinceros sentimentos pela perda da empresária Olga Maria Haddad Pinto e seu filho, bem como se solidariza à toda a sua família. A instituição informa que possui corpo clínico aberto e atende ao Código de Ética Médica, que prevê que nenhuma disposição estatutária ou regimental, seja de hospital público ou privado, poderá limitar a escolha, por parte do profissional médico, das medidas que serão aplicadas para elaborar e concluir o diagnóstico e, também, na condução do tratamento. Nesse sentido, a conduta médica é soberana. Quanto à vaga para internação da paciente, conforme amplamente divulgado na imprensa, o sistema de saúde (público e privado) colapsou e, desde o início de março até a data do referido atendimento, o hospital não possuía vagas disponíveis em leitos de UTI para Covid-19, conforme prontamente informado à família. A Femina informa ainda que continua trabalhando 24 horas por dia, sem medir esforços para atender com segurança e qualidade. Contamos com uma equipe multidisciplinar e corpo clínico de excelência, no qual depositamos nossa confiança. Assessoria de Imprensa Femina

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J A Silva - 22-04-2021 08:02:35

Cada óbito rende em torno de R$ 20 mil. Querem o quê? E essa mortandade vai continuar. Vacinas? Que não servem pra nada, a exceção de promover roubos e desvios!

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3 comentários

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