Influencer de Cuiabá se revolta com demissões de mulheres grávidas na Defensoria Pública | MUVUCA POPULAR

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POLÍTICA Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2020, 18h:59 | - A | + A




Licença Maternidade

Influencer de Cuiabá se revolta com demissões de mulheres grávidas na Defensoria Pública

Blogueira se manifestou contra o órgão nas redes sociais


redacaomuvuca@gmail.com

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A blogueira Maysa Leão utilizou seu Instagram para criticar a decisão da Defensoria Pública. Foto: Reprodução/redes sociais.

A blogueira e influencer cuiabana Maysa Leão se pronunciou, em suas redes sociais, sobre o caso da exoneração de 9 assessoras jurídicas em licença maternidade da Defensoria Pública de Mato Grosso. O desabafo também foi repostado pelo vereador Felipe Wellaton (PV). De acordo com Maysa, o caso é inaceitável.

“Um órgão que foi criado para defender a sociedade está simplesmente ignorando um direito que foi conquistado com muita luta pelas mulheres. Mulheres sendo demitidas em plena licença maternidade, que estão voltando da licença, estão sendo demitidas porque estão gerando prejuízos para a Defensoria”, ressaltou Maysa.

A influencer criticou ainda a nota publicada pela Defensoria, em que o órgão afirma que a exoneração das servidoras só será efetivada caso elas desejem, por não terem mais interesse em acompanhar os defensores em comarcas do interior do estado.

“A defensoria teve a estapafúrdia ideia de dizer que foram as assessoras que pediram. Engraçado que 9 mulheres, em total estado de vulnerabilidade, porque quando você está em licença maternidade o que você mais precisa é de segurança financeira, [...] coincidentemente pediriam demissão nesse momento da vida. É simplesmente inaceitável que a Defensoria Pública de MT faça um ato desses”, desabafou a blogueira. 

Entretanto, de acordo com a pasta, as funcionárias poderão gozar plenamente da licença maternidade durante o período. Ao retornarem do período, as servidoras terão a prerrogativa de serem realocadas em outras comarcas fora de Cuiabá, ou podem continuar em Cuiabá com outro defensor público, que poderão exonera-las do cargo comissionado e colocar outra pessoa.

“Nesses casos, havendo ausência por parte das mesmas, elas serão devidamente indenizadas por todos os valores aos quais fazem jus, e a Defensoria Pública nomeará outras assessoras para manter os atendimentos da população vulnerável em municípios do interior”, afirma trecho da nota.

O caso repercutiu após 6 servidoras do órgão publicarem uma nota de repúdio à Defensoria, afirmando que a ação é legal, muito embora viole o princípio de moralidade e também de promoção dos direitos humanos.

A reportagem do emanuelzinho tentou entrar em contato com as servidoras em licença maternidade, bem como com quem assinou a nota de repúdio, mas elas não quiseram se manifestar sobre o caso.

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COMENTÁRIOS

(3) COMENTÁRIOS

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alex r - 14-02-2020 09:23:02

Contrato... esse é a realidade... ao invés de apoiar concurso e concursado a sociedade os discrimina... dai aparecem esse tipo de resultado de gente contratado, que vem pessoas acusando de injustiças... Ora revejam suas ideias e mudem de postura não fiquem de mimi para aparecer e ganhar likes... guerreiros de internet não mudam nada , vão se manifestar nas assembleias e nas câmaras municipais! Apoiem concursos !

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jose a silva - 14-02-2020 08:38:59

Há tempos venho me manifestando que essa defensoria pública foi crada, simplesmente para cabidagem de emprego, desvios de verbas, pois, de útil à sociedade, fazem o quê? Fazem o povo de palhaço, passarem vergonha, se sentirem impotentes perante a incompetência e inércia desse órgão! Nota de 0 a 10 = Dou nota 2! A intenção foi boa, mas pelos ocupantes dos cargos que lá estão, não funciona e não vai funcionar!

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souza - 14-02-2020 08:07:08

Eles sao a lei o que fazer.

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3 comentários

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