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Quinta-feira, 17 de Outubro de 2019

POLÍTICA Terça-feira, 08 de Outubro de 2019, 14h:11 | - A | + A




Produzir em larga escala

Medeiros quer implantar escolas agrícolas para indígenas de Mato Grosso

Deputado federal visa permitir que indígenas possam produzir em larga escala em suas propriedades


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 Foto: Reprodução

O deputado federal, José Medeiros (Podemos), encaminhou um ofício diretamente ao presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), nesta segunda-feira (7), solicitando a implantação de escolas agrícolas em terras Xavantes e Parecis, em Mato Grosso.

De acordo com Medeiros, a política de permitir que os indígenas possam produzir em larga escala em suas propriedades deve ser acompanhada do amparo técnico que os permita alcançar independência real na expansão do cultivo. O deputado afirma que tem acompanhado trabalhos pioneiros, como o de Campo Novo do Parecis, e notado o quanto um centro de difusão de conhecimento pode contribuir.

“Tenho tido uma convivência com estas novas realidades desde o Senado Federal e há uma demanda também por capacitação. As escolas agrícolas seriam muito importantes neste processo, onde muitas destas etnias teriam a condição de alcançar essa ampliação de suas produções com técnicos desenvolvidas dentro da própria tribo em um curto espaço de tempo”, vislumbrou.

No documento endereçado ao presidente, Medeiros ressalta a vitória recente do desembargo conquistado junto da presidência do Ibama de uma área de 22 mil hectares de terras indígenas pertencentes aos Parecis, que desde 2004 produzem soja e milho em larga escala. Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) entre Ibama, Ministério Público Federal (MPF) e Fundação Nacional do Índio (Funai) destravou a situação e deu luz a questão que também é pauta de outros povos como os xavantes, que também têm focado no cultivo em suas propriedades.

“O que temos tratado com o presidente é de autonomia, de fato, e isso significa dar condições aos índios de saírem da situação de miséria que a maioria vive. Infelizmente, eles foram alvos de uma cultura assistencialista cultivada por anos nos governos anteriores, que pretendia mantê-los nessa condição de vítimas ao invés de impulsioná-los ao progresso e crescimento. É possível fazer isso preservando a cultura indígena”, pontuou o deputado, que é vice-líder do Governo Bolsonaro na Câmara Federal.

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