Operação contra Dilmar Dal Bosco por corrupção é baseada em nova delação  | MUVUCA POPULAR

Sábado, 19 de Junho de 2021

POLÍTICA Segunda-feira, 17 de Maio de 2021, 10h:12 | - A | + A




‘Rota Final’

Operação contra Dilmar Dal Bosco por corrupção é baseada em nova delação

Delação foi firmada neste ano


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A 3ª fase da Operação Rota Final, deflagrada na sexta-feira (14), que teve como um dos alvos o deputado estadual Dilmar Dal Bosco (DEM), é baseada em fatos novos a partir de declarações prestadas pelo colaborador premiado Max Willian de Barros Lima firmada em 2021.

“Mostram-se veementes os indícios de autoria em relação ao deputado estadual Dilmar Dal Bosco e do ex-parlamentar Pedro Satélite nos fatos criminosos aqui versado, bem como da assessora do primeiro, Cistina Cordeiro Leire Geraldino, cuja participação somente se descobriu recentemente, a partir das declarações de Max Willian de Barros Lima”, afirma investigação.

A Rota Final busca apurar crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação do setor de Transporte Coletivo Rodoviário Intermunicipal de Passageiros de Mato Grosso (STCRIP-MT), promovida pela Secretaria de Infraestrutura do Estado de Mato Grosso e Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (AGER-MT).

Dilmar Dal Bosco e Pedro Satélite integraram a Comissão Especial de Transportes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, nas condições de relator e presidente. Ambos agiram, segundo investigação, para atrapalhar procedimento licitatório.

Na última sexta, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio do Núcleo de Ações de Competência Originária (NACO) e do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), deflagrou em atuação compartilhada a 3ª da Operação Rota Final.

Foram cumpridos mandados de busca e apreensão nas residências de Dilmar, Pedro Satélite e da assessora parlamentar. Foi cumprida, ainda, ordem de sequestro judicial de bens dos investigados até o montante de R$ 86 milhões, abrangendo vários imóveis, duas aeronaves (aviões), vários veículos de luxo, bloqueio de contas bancárias e outros bens necessários ao ressarcimento do prejuízo acarretado pela prática dos crimes.

A investigação, iniciada na Polícia Judiciária Civil do Estado de Mato Grosso, foi encaminhada, com autorização do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT), ao GAECO-MT em meados de 2019, onde foi concluída pelas autoridades policiais do Grupo Especializado, com supervisão do NACO Criminal. O Inquérito policial possui 47 volumes de elementos de informações.

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