Plano Safra pode ser lançado mesmo sem crédito suplementar  | MUVUCA POPULAR

Domingo, 21 de Julho de 2019

POLÍTICA Terça-feira, 11 de Junho de 2019, 09h:50 | - A | + A




2019/2020

Plano Safra pode ser lançado mesmo sem crédito suplementar

Tereza Cristina, titular da Agricultura, disse que o financiamento da produção agrícola pode ser por juros de mercado


De Brasília (Agência RBC News)

 

O lançamento do Plano Safra 2019/2020, que está previsto para quarta-feira (12), pode ser adiado se  o crédito suplementar solicitado pelo governo não for aprovado pelo Congresso Nacional. Mas a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que uma solução para não atrasar as atividades do setor é ser lançado em duas partes, a primeira delas com taxas de mercado.  

“A equalização dos juros pode não acontecer. A maioria dos programas do Banco do Brasil e de outros bancos que o agricultor acessa tem juros diferenciados”, explicou Tereza Cristina. A outra parte do Plano Safra seria com taxas equalizadas, com linhas de financiamento com juros menores. “Mas esse é um plano B, eu não trabalho com essa hipótese”, afirmou a ministra.  

"Ele será um plano que não será o que a gente desejava, maior do que o plano do ano passado. Ele vai ser um plano mais ou menos do mesmo tamanho. O que a gente pode ter é algumas modificações, vamos dizer, em taxas de juros que poderão ser. Aumenta um pouquinho num programa, diminui no outro para a gente poder fazer com que ele fique do tamanho que foi ano passado", acrescentou a ministra.  

A discussão sobre o crédito suplementar solicitado pelo Palácio do Planalto deve ser retomada nesta terça-feira (11). Agora pela manhã a apreciação acontece no âmbito da Comissão Mista do Orçamento e, se passar, irá para votação em sessão conjunto do Congresso, quando se reúnem deputados federais e senadores.  

Até ontem (10), havia uma esperança por parte do governo pela aprovação do crédito suplementar. Contudo, parlamentares tanto da oposição quanto da situação estão em dúvida sobre se a finalização acontece hoje no final da tarde. O líder do governo no Senado, Major Olímpio (PSL-SP), por exemplo, não tem esperança de que isto aconteça. Ele revela que falta ao governo uma base parlamentar, mas atribui esta situação à falta do “toma lá dá cá”. “Como não fez a distribuição de ministério por partidos, a cada votação nós vamos ter que constituir uma base e, no convencimento, votar", afirmou.  

Do lado da oposição e setores da situação, os parlamentares querem a inserção de emendas ao projeto enviado pelo governo. O relator medida, deputado Hildo Rocha (MDB-MA), no entanto, fechou com o Palácio do Planalto e não aceita as emendas, emitindo um parecer com a proposta original. Outra questão é a forma de aplicação dos recursos do crédito suplementar. Partidos de oposição querem a inclusão da Educação e Saúde. Por esta razão, PT, PCdoB e PL, este último integrante do Centrão, estão obstruindo a votação.  

Outro elemento que surge agora é a posição de mais partidos, dentro e fora da base aliada do governo, de obstruir a votação do crédito suplementar enquanto o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, não comparecer ao Congresso Nacional para explicar sua postura em relação à Operação Lava Jato. Como se sabe, informações vazadas pelo site The Intercept revelam Moro, o procurador-chefe da força-tarefa e outros procuradores, juízes e policiais federais em conluio para condenar políticos, em especial o ex-presidente Lula.

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COMENTÁRIOS

(5) COMENTÁRIOS

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Meire - 11-06-2019 11:45:25

E emprego para os trabalhadores continua zerado pelo governo

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Wagner - 11-06-2019 11:39:01

Se vai, quer dizer que tem dinheiro né? e esta escondido em algum lugar mas para os pobres tem que cortar

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Hilton - 11-06-2019 11:36:37

Eu só acredito que não tem dinheiro, se os políticos, os ministros e os juízes também não receberem seus pagamentos. Tudo não é repassado por falta de dinheiro será mesmo?

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- 11-06-2019 11:33:55

Tudo pressão e Chantagem para reforma da previdência, chantagem não é crime?

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Joaquim - 11-06-2019 11:31:35

Cobra de quem deve: grandes empresas, bancos esse presidente é de meia tigela

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5 comentários