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Sábado, 23 de Janeiro de 2021

POLÍTICA Quinta-feira, 03 de Dezembro de 2020, 16h:00 | - A | + A




Efeito Covid-19

UFMT nega retorno às aulas presenciais determinado pelo MEC

Instituição destaca autonomia e defende preservação da vida


redacaomuvuca@gmail.com

Foto: Reprodução

O Conselho Universitário da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), por meio de nota pública divulgada nesta quinta-feira (3), declarou sua preocupação com a determinação do Ministério da Educação (MEC) a respeito do retorno das aulas presenciais em universidades públicas e privadas e em institutos federais.

No documento, o Conselho destaca a autonomia universitária e garante o compromisso com a preservação da vida de servidores, colaboradores, estudantes e da comunidade em geral neste momento de pandemia, onde as vítimas do Coronavírus no Brasil já chegam a cerca de 170 mil mortes.

"Em relação ao enfrentamento da pandemia, que não dá sinais de arrefecimento em nosso país, a UFMT vem tomando todas as medidas necessárias à preservação da saúde da comunidade universitária", diz trecho da nota.

Além disso, a universidade afirma que o retorno às aulas presenciais e a outras medidas pertinentes levarão em consideração as orientações das autoridades sanitárias competentes, principalmente as recomendações do Comitê de Prevenção COVID-19, instalado pela UFMT.

"Em seu último parecer, o Comitê foi enfático ao alertar para a impossibilidade de retorno presencial completo das atividades antes de disponibilização de tratamento farmacológico comprovadamente efetivo para a doença, e/ou vacina efetiva liberada pela ANVISA e Ministério da Saúde para prevenção da COVID19 na população brasileira", informa a instituição.

Ademais, o Consuni esclarece que as resoluções foram amplamente discutidas nas unidades e cursos dos campi da universidade por professores, técnicos, colaboradores e estudantes, por meio de suas representações, que estão presentes na avaliação das medidas adotadas na flexibilização das atividades acadêmicas e na definição de protocolos, quando for o caso, de retorno com segurança ao regime presencial.

"Nestes termos, reiteramos o compromisso deste Conselho Universitário com a saúde e o bem-estar da nossa comunidade, não deixando de cumprir a missão de auxiliar na condução da nossa universidade, sempre em defesa da vida", conclui a nota. 

Determinação do MEC

O Ministério da Educação (MEC) publicou, na última quarta-feira (2), uma portaria no Diário Oficial afirmando que as universidades federais devem voltar às aulas presenciais a partir de dia 4 de janeiro. A portaria pegou de surpresa as instituições federais, que estão com as aulas presenciais suspensas desde março devido à pandemia do novo coronavírus.

A pasta foi criticada por não ter discutido a medida com as instituições de ensino e por ter tomada a decisão justamente quando o país vive uma possível segunda onda de casos e internações da Covid-19. 

Após a repercussão negativa, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, declarou que irá abrir uma consulta pública para ouvir o mundo acadêmico e revogou a portaria que determinava o retorno das aulas presenciais em janeiro de 2021.

Confira a nota pública da UFMT na íntegra:

PageFlips: Nota UFMT

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