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Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019

POLÍTICA Quinta-feira, 07 de Novembro de 2019, 11h:16 | - A | + A




"Rachadinha" na Câmara

Vereador critica Câmara por apoiar parlamentares acusados de cometer rachadinha

Pasterello cobra apuração das denúncias e afirma que documento emitido pela Câmara Municipal não o representa


redacaomuvuca@gmail.com

Foto: Divulgação/Câmara

Câmara Municipal de Cáceres

 

O vereador Cézare Pastorello (SD) se manifestou, através de nota, contra o posicionamento da Câmara Municipal à respeito de denúncias de desvio de recursos públicos por parlamentares da Casa de Leis. Segundo denúncia do Ministério Público (MP), o presidente e o vice-presidente da Casa de Leis, Rubens Macedo (PTB) e Vagner Barone (PTN), estariam envolvidos em esquemas de "rachadinha" (quando parte de uma verba pública é destinada para outra pessoa). Alander Rios, ex-assessor do vereador Barone, foi responsável pela queixa.

Pastorello afirmou que "a população de Cáceres tem o direito de saber como estão sendo gastos seus impostos, e isso inclui saber se houve ou não desvio". Favorável à investigação, o vereador ressaltou a importância de que a denúncia seja apurada devidamente. O parlamntar defendeu ainda o direito de Alander Rios se manifestar. "O fato dele ter sido nomeado para o exercício de uma função não o desqualificou como cidadão, permanecendo, portanto, toda a responsabilidade de dar atenção às denúncias feitas por ele", ressaltou.

A Câmara, também através de nota, se posicionou na última terça-feira (5) e defendeu de forma veemente os vereadores acusados, atribuindo falso testemunho à Alander. Segundo o documento, a denúncia teria sido feito porque o assessor estava revoltado com a exoneração e ainda proferiu ameaças à Borone. Segundo o parlamento, o ex-assessor irá responder judicialmente pelas ameaças e terá de provar a existências da rachadinhas. 

Pastorello afirmou que a nota emitida pela Câmara Municipal não representa à todos os parlamentares.

Confira o documento na íntegra:

Infelizmente, circula na mídia jornalística e redes sociais uma NOTA DE ESCLARECIMENTO atribuída à Câmara Municipal de Cáceres, que é composta, inclusive, por este vereador. Mas, essa nota NÃO REPRESENTA este vereador e nem a todos.

Em que pese a redação técnica e impecável de uma assessoria de imprensa, que apenas cumpre ordens, o teor da nota traz como tema principal a desqualificação de um cidadão, tão patrão dos vereadores que devem servir ao povo como qualquer um do povo. O fato dele ter sido nomeado para o exercício de uma função não o desqualificou como cidadão, permanecendo, portanto, toda a responsabilidade de dar atenção às denúncias feitas por ele.

Como prática reprovável, a nota, ao invés de esclarecer a denúncia, ou se limitar a deixar que haja a devida apuração dos fatos, deu uma “versão” que só buscou desabonar o funcionário.

Acusou-o de ter chantageado, de ter feito ameaças e reconheceu que ele fez gravações, o que já dá a ideia do seu conteúdo. Por fim, disponibiliza “provas que desabonam a conduta do ex-servidor.”

O fato é que todo agente público, eleito ou nomeado, tem em menor ou maior grau a flexibilização do seu direito à privacidade, sendo no caso dos eleitos mais ainda, ficando expostos ao crivo popular e às denúncias. E denúncias devem ser apuradas, para que sejam esclarecidas.

A população de Cáceres tem o direito de saber como estão sendo gastos seus impostos e isso inclui saber se houve ou não desvio de finalidade no pagamento de adicionais noturnos.

Como vereador com 100% de participação nas sessões ordinárias da Câmara Municipal sou obrigado a reconhecer que sem os esforços dos valorosos servidores, comissionados ou efetivos, que atuam nas sessões, haveria muita dificuldade. Além disso, ainda há as audiências públicas, em quantidade e comparecimento nunca vistos nesta cidade, e as sessões itinerantes. Aos servidores que atuam nesse mister, meus sinceros agradecimentos.

Assim sendo, o mesmo direito de se submeter ao devido processo legal que os acusados têm, o acusador também tem. Caso a apuração dos fatos culmine em inocência dos acusados, este poderão tomar medidas contra o acusador. Até lá, a população tem o direito de saber a verdade e a verdade não pode ser coagida com ameaças de exposição pública.

Reitero minha confiança na isenção de um processo dentro da casa de leis, minha confiança no acompanhamento da imprensa local e na responsabilidade dos cidadãos cacerenses em fiscalizarem os seus votos, por meio do acompanhamento desse processo.

Por fim, reitero que qualquer notícia veiculada incluindo “todos os vereadores” ou “a Câmara Municipal”, sem minha autorização ou assinatura, é imprópria.

Continuo à disposição da sociedade cacerense, porque eu acredito em Cáceres.

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COMENTÁRIOS

(2) COMENTÁRIOS

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Airtão - 07-11-2019 15:04:02

cade o requerimento? ou é só pra aparecer na mídia?

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Zaira - 07-11-2019 12:30:33

Que bagunça essa galera de Cáceres

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2 comentários